O 5G ainda não faz parte do dia-a-dia das populações mas é esse o caminho esperado e a previsão está a levantar cada vez mais dúvidas junto da União Europeia. Num documento interno a que a CNBC teve acesso, a comunidade alerta para os perigos técnicos mas também políticos desta tecnologia.
“Além dos riscos técnicos relacionados com a cibersegurança das redes 5G, também existem factores não técnicos como os enquadramos legais aos quais os fornecedores poderão estar sujeitos em países fora da comunidade europeia”, indica o documento. O receio apontado é utilizado pela União Europeia como um motivo para os governos terem cuidado ao estabelecerem contratos de 5G com operadores.
A CNBC acredita que esta recomendação poderá impactar empresas como a chinesa Huawei, que se encontra em análise para possível fornecimento de 5G na Europa. A preocupação, neste caso em concreto, reside na ligação que a empresa tem ao governo da China, ainda que a Huawei já tenha garantido que é totalmente independente e que não permitiria que a sua tecnologia fosse utilizada para fins de monitorização ou vigilância.
O mesmo documento da União Europeia sugere que os países da comunidade considerem a diversificação de fornecedores de modo a evitar ou limitar a dependência de um só operador. O documento deverá ser apresentado em Conselho de Ministros na próxima semana.








