O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia precisa de chegar a um acordo rápido, enquanto negociadores russos, ucranianos e norte-americanos se preparavam para iniciar hoje uma nova ronda de conversações.
“A Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente”, disse o líder norte-americano aos jornalistas a bordo do avião presidencial, na segunda-feira, durante um voo para Washington.
A declaração de Trump surgiu horas antes do início da reunião tripartida, na cidade de Genebra, na Suíça, poderá discutir a cedência de território ou pelo menos um congelamento das linhas da frente.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que “as questões” que ainda precisam de ser resolvidas são “vastas” e que “ninguém se arriscará a prever” o resultado das discussões.
Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua “a resolução das questões que estão na origem deste conflito”.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.
Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá “os mesmos erros” cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com “sanções totais” ao Kremlin.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Zelensky considerou que “foram cometidos muitos erros” no passado com a Rússia, sublinhando que não quer ser “o Presidente que repete os erros de antecessores ou outros”.
“Não estou a falar apenas da Ucrânia. Estou a falar dos líderes de vários países que permitiram que um país agressor como a Rússia entrasse no seu território”, referiu.
Referindo-se à invasão da Crimeia e de partes do leste da Ucrânia em 2014, bem como a outras crises como a da Geórgia em 2008, Zelensky reiterou o “grande erro” de “permitir que o agressor mantivesse qualquer coisa”.
“Foi um grande erro desde o início, a partir de 2014. E mesmo antes disso, durante o ataque e a ocupação de partes da Geórgia. E mesmo antes disso, quando a Chechénia foi ocupada, com destruição total e um milhão de vítimas, entre mortos e feridos”, disse.
O Presidente russo, Vladimir “Putin, não pode ser detido com beijos ou flores”, adiantou Zelensky, numa alusão a uma estratégia de apaziguamento em relação a Moscovo.
“Nunca fiz isso, e não acho que seja o caminho certo. O meu conselho a todos é: não façam isso a Putin”, concluiu.
Segundo o Presidente ucraniano, novas concessões territoriais são o primeiro passo para que a Rússia reconstrua o seu exército e aumente a sua capacidade de lançar novos ataques.













