Ucrânia: ONU confirma morte de mais de 1.800 civis

Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos confirmou também 2.493 civis feridos, dos quais 233 são crianças

Executive Digest com Lusa

A ONU confirmou hoje a morte de 1.842 civis na guerra da Ucrânia entre o dia da invasão russa, 24 de fevereiro, e o final de domingo, num balanço que inclui 148 crianças.

No relatório diário sobre baixas civis, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) confirmou também 2.493 civis feridos, dos quais 233 são crianças.



Os dados referem-se ao período entre as 04:00 de 24 de fevereiro e as 24:00 de domingo (hora local), correspondendo a 46 dias de combates.

A agência da ONU alertou que os números reais de baixas civis, incluindo crianças, “são consideravelmente mais elevados, especialmente em território controlado pelo Governo” ucraniano, mais sujeito à ofensiva russa.

“A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas com uma vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis”, disse a agência da ONU.

O ACNUDH manteve a informação de que “a receção de informações de alguns locais onde têm ocorrido hostilidades intensas tem sido adiada e muitos relatórios ainda estão pendentes de corroboração”.

Referiu, em particular, as cidades de Mariupol (na região de Donetsk), Izium (Kharkiv), Popasna (Lugansk) e Borodianka (Kiev), “onde há alegações de numerosas baixas civis”.

Essas informações ainda estão a ser confirmadas e não foram incluídas nos números divulgados hoje.

Segundo a agência da ONU, um aumento de vítimas entre dois relatórios diários não implica que corresponda a mortos e feridos ocorridos num período de 24 horas, porque o processo de verificação é complexo e pode demorar vários dias.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 47.º dia, provocou também um número por determinar de baixas militares e levou mais 11 milhões de pessoas a fugir de casa, incluindo 4,5 milhões que se refugiram nos países vizinhos.

Trata-se da pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A comunidade internacional reagiu à invasão russa com sanções económicas e políticas contra Moscovo, e com o fornecimento de armas a Kiev.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.