Ucrânia: Borrell condena “terror cego” dos bombardeamentos russos

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou hoje como “crimes de guerra” os bombardeamentos maciços com mísseis disparados pelas tropas russas contra a Ucrânia e denunciou que tal constitui “outro exemplo do terror cego do Kremlin”.

Executive Digest com Lusa

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, considerou hoje como “crimes de guerra” os bombardeamentos maciços com mísseis disparados pelas tropas russas contra a Ucrânia e denunciou que tal constitui “outro exemplo do terror cego do Kremlin”.

“Estes ataques cruéis e desumanos visam aumentar o sofrimento e causar privações à população ucraniana, hospitais, serviços de emergência e outros serviços essenciais de eletricidade, aquecimento e água. Constituem crimes de guerra e são bárbaros. Todos os responsáveis serão responsabilizados”, disse Borrell num comunicado.



Hoje de manhã, a Ucrânia sofreu novos ataques de mísseis russos, que causaram cortes de água na capital Kiev e cortes de energia em todo o país.

Segundo as autoridades ucranianas, as tropas russas dispararam “cerca de 40 mísseis” contra a capital, mas as forças de defesa antiaérea da Ucrânia abateram 37 deles.

“A UE [União Europeia] e os seus parceiros estão a intensificar ainda mais os esforços para fornecer a ajuda de emergência de que a população ucraniana necessita para restabelecer e manter a eletricidade e o aquecimento”, sublinhou Borrell.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente Vladimir Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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