Esta quarta-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reagiu às sanções impostas pelos EUA à Turquia, segundo o Sputnik News. O chefe de Estado turco fala de um verdadeiro ataque à “soberania” do seu país e promete medidas de retaliação.
Foi na passada segunda-feira que Washington impôs fortes medidas contra a presidência turca das Indústrias de Defesa e o seu chefe, Ismail Demir, bem como contra mais três oficiais na Turquia pela compra dos sistemas de defesa antiaérea russos S-400.
A Turquia já tinha anunciado a compra dos sistemas ainda em 2017, mas só em 2019, após negociações fracassadas entre estes dois países, começaram as reações por parte dos EUA, que expulsaram Ancara do programa conjunto da NATO de desenvolvimento dos caças F- 35.
Na sua fundamentação, o governo de Donald Trump invocou a Lei de Combate aos Adversários da América por meio de Sanções (CAATSA, na sigla em inglês) e o facto do armamento comprado pelos turcos não estar conforme as normas da NATO, da qual a Turquia faz parte.
Após esta decisão, Erdogan acusou os EUA de um ataque à soberania do seu país: “A Turquia não vos consultou sobre o fornecimento de equipamentos antiaéreos? Esta decisão é um ataque à nossa soberania e um instrumento de pressão”. O líder turco colocou ainda em causa o Tratado Atlântico Norte: “Até agora, a Lei de Combate aos Adversários da América por meio de Sanções [CAATSA, na sigla em inglês] não foi aplicada contra nenhum outro país, exceto nós, um país da NATO. Que tipo de aliança é esta? Em que está baseada?»
Segundo o Sputnik News, o chefe de Estado turco já prometeu retaliação e comprometeu-se a “duplicar esforços para o aumento da produção de defesa”.






