A Turquia vai deixar de impedir que refugiados cheguem à Europa, por terra ou por mar, avançou a “Reuters”, citando uma fonte do Governo turco.
A decisão da Turquia foi tomada em antecipação da chegada de refugiados provenientes da província de Idlib, no Norte da Síria, onde decorre uma ofensiva do regime, apoiado pela aviação russa, contra os seus opositores na região.
Tanto a polícia como a guarda costeira e as forças de segurança na fronteira com a Síria receberam instruções para deixar de controlar a entrada de sírios, de acordo com a mesma fonte ouvida pela agência de notícias, acrescentando que quase um milhão encontram-se deslocados devido ao bombardeamento do regime de Bashar Al-Assad, que luta pela reconquista do país.
Já no início de Fevereiro, a Turquia enviou cerca de 12 mil militares para a fronteira, em resposta à ofensiva do regime sírio, que acabaram por envolver-se em combates directos com as forças sírias.
Dados das Nações Unidas mostram que mais de 400 civis morreram e quase um milhão fugiram das suas casas, naquela província, em direção à fronteira com a Turquia, desde Dezembro de 2019. Cerca de 80% dessas pessoas são mulheres e crianças, e estão instaladas, tal como os restantes sírios fugidos, em tendas ou abrigos de cimento ou dentro de mesquitas, centros desportivos ou prédios em obras. Trata-se do maior êxodo de pessoas desde o início da guerra na Síria, há nove anos.
O governador da província turca de Hatay, Rahmi Dogan, confirmou esta quinta-feira a morte de pelo menos 22 soldados turcos num ataque aéreo na vila de Balioun, em Idlib. Muitos outros ficaram feridos e foram encaminhados para o hospital.










