Trump fala em “aquisição amigável” de Cuba e diz que Havana está “em grandes apuros”

Trump sugeriu que Washington poderia “acabar por ter uma tomada de poder amigável em Cuba”, sublinhando que há cidadãos cubanos nos Estados Unidos interessados em regressar à ilha

Francisco Laranjeira
Fevereiro 27, 2026
18:25

Donald Trump admitiu a possibilidade de uma “aquisição amigável” de Cuba, num momento em que a Casa Branca procura reforçar a influência norte-americana sobre a ilha, que enfrenta uma grave crise energética e económica. As declarações foram feitas à margem de uma deslocação ao Texas e marcam uma das posições mais assertivas do presidente dos Estados Unidos em relação ao regime cubano.

Segundo a ‘Bloomberg’, Trump afirmou que o Governo cubano “está numa situação muito difícil” e que existem conversações em curso. “Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco”, disse aos jornalistas, acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, está a tratar do dossiê a um “nível muito alto”.



Trump sugeriu que Washington poderia “acabar por ter uma tomada de poder amigável em Cuba”, sublinhando que há cidadãos cubanos nos Estados Unidos interessados em regressar à ilha. “Eles estão em grandes apuros, e nós poderíamos fazer algo bom, algo muito positivo para as pessoas que foram expulsas, ou pior, de Cuba e que vivem aqui”, afirmou.

De acordo com a ‘Bloomberg’, trata-se de uma das declarações mais contundentes do presidente sobre os seus planos para Cuba, que permanece sob forte pressão económica por parte de Washington.

No início da semana, a administração norte-americana anunciou planos para permitir o envio de combustível de empresas energéticas dos EUA para empresas privadas cubanas. A estratégia pretende reforçar o setor privado da ilha, tornando-o mais dependente do fornecimento norte-americano, ao mesmo tempo que enfraquece o controlo do Governo comunista.

A crise energética em Cuba agravou-se nos últimos anos, com cortes frequentes de eletricidade e escassez de combustível, aumentando o descontentamento social e a pressão sobre as autoridades de Havana.

As declarações de Trump surgem num contexto de tensão diplomática persistente e levantam questões sobre o alcance e a natureza de qualquer eventual entendimento entre Washington e Havana.

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