Donald Trump admitiu a possibilidade de uma “aquisição amigável” de Cuba, num momento em que a Casa Branca procura reforçar a influência norte-americana sobre a ilha, que enfrenta uma grave crise energética e económica. As declarações foram feitas à margem de uma deslocação ao Texas e marcam uma das posições mais assertivas do presidente dos Estados Unidos em relação ao regime cubano.
Segundo a ‘Bloomberg’, Trump afirmou que o Governo cubano “está numa situação muito difícil” e que existem conversações em curso. “Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão a falar connosco”, disse aos jornalistas, acrescentando que o secretário de Estado, Marco Rubio, está a tratar do dossiê a um “nível muito alto”.
Trump sugeriu que Washington poderia “acabar por ter uma tomada de poder amigável em Cuba”, sublinhando que há cidadãos cubanos nos Estados Unidos interessados em regressar à ilha. “Eles estão em grandes apuros, e nós poderíamos fazer algo bom, algo muito positivo para as pessoas que foram expulsas, ou pior, de Cuba e que vivem aqui”, afirmou.
De acordo com a ‘Bloomberg’, trata-se de uma das declarações mais contundentes do presidente sobre os seus planos para Cuba, que permanece sob forte pressão económica por parte de Washington.
No início da semana, a administração norte-americana anunciou planos para permitir o envio de combustível de empresas energéticas dos EUA para empresas privadas cubanas. A estratégia pretende reforçar o setor privado da ilha, tornando-o mais dependente do fornecimento norte-americano, ao mesmo tempo que enfraquece o controlo do Governo comunista.
A crise energética em Cuba agravou-se nos últimos anos, com cortes frequentes de eletricidade e escassez de combustível, aumentando o descontentamento social e a pressão sobre as autoridades de Havana.
As declarações de Trump surgem num contexto de tensão diplomática persistente e levantam questões sobre o alcance e a natureza de qualquer eventual entendimento entre Washington e Havana.




