Trabalho presencial e ginásios com risco elevado de contágio, aponta estudo

Um estudo realizado na região de Lisboa e Vale do Tejo revela que o trabalho presencial e os ginásios representam um elevado risco de contágio da Covid-19. Quem o avançou foi Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, na reunião que decorre esta quinta-feira, no Infarmed, em Lisboa.

O responsável adiantou que a pesquisa aconteceu no período compreendido entre os dias 2 de outubro e 6 de novembro e envolveu 782 pessoas infetadas com o novo coronavírus. «Frequentar ginásios, trabalhar presencialmente ou habitar em alojamentos mas lotados parecem estar associados com probabilidade acrescida de infeção», afirma o especialista.

Segundo os dados do estudo, do total de 782 pessoas, 234 recusaram-se a responder. «Quase 50% [dos infetados] têm o Ensino Superior» e «uma grande maioria disse que ia ao ginásio pelo menos uma vez por semana», ou seja 96,5%.

Neste sentido, segundo Henrique de Barros, «os ginásios surgem como cenários onde são mais frequentes a exposição à infeção», tal como acontece também com os transportes públicos, ainda que em menor escala.

Por outro lado, «o nível [de infeção] é muito mais baixo nos que frequentaram os centros comerciais e restauração», que são neste momento, de acordo com a pesquisa em questão, os locais com menor risco de contágio pela doença viral.

As reuniões sobre a evolução da convid-19 em Portugal, que juntam políticos, especialistas e parceiros sociais, foram retomadas esta quinta-feira, pelas 10:00, no Infarmed, em Lisboa.

A última destas reuniões realizou-se na Faculdade de Medicina da Universidade Porto, no dia 07 de setembro, após terem estado interrompidas cerca de dois meses

Fonte do Governo disse à agência Lusa que, na reunião de hoje sobre a situação epidemiológica em Portugal, estarão em análise assuntos como a eventual prorrogação do estado de emergência, um balanço das medidas tomadas até agora e a tendência da evolução da covid-19 no país.

Estas reuniões, que surgiram por iniciativa do primeiro-ministro, com um objetivo de partilha de informação, começaram no dia 24 de março e decorreram até 08 de julho, em dez sessões no auditório do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos da Saúde, em Lisboa, inicialmente semanais e depois de periodicidade quinzenal.

Depois de cerca de dois meses sem nenhuma reunião, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, anunciou no dia 27 de agosto que estas sessões com peritos e políticos iriam ser retomadas, com uma novidade: “Terão uma parte, a parte expositiva, que será de transmissão aberta e essa é a principal diferença que as reuniões terão face ao passado”.

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