Óbito/João Abel Manta: Ministra da Cultura destaca “marca inquestionável” na história e imaginário

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, considerou hoje que João Abel Manta deixa “uma marca inquestionável” na história e imaginário nacional, enviando condolências à família e amigos do artista plástico.

Executive Digest com Lusa

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, considerou hoje que João Abel Manta deixa “uma marca inquestionável” na história e imaginário nacional, enviando condolências à família e amigos do artista plástico.


“Morreu João Abel Manta, um talentoso artista da liberdade com vários ofícios. Deixa uma marca inquestionável na nossa história e imaginário, especialmente como cartoonista e ilustrador antes e depois do 25 de abril. Sentidas condolências à família e amigos”, escreveu a ministra numa publicação no X (antigo Twitter).


O artista plástico, arquiteto, pintor e ilustrador João Abel Manta morreu na sexta-feira em casa, aos 98 anos, disse à Lusa fonte familiar.


No domingo, entre as 11:30 e as 12:45, será possível prestar homenagem ao artista no crematório do Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, indicou ainda fonte familiar.


Autor multifacetado, tem obra que vai da arquitetura ao desenho, azulejo, à pintura, ilustração, pintura e cenografia.

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Nascido em 1928, numa família de pintores – Abel Manta e Clementina Carneiro de Moura -, João Abel Manta formou-se em Arquitetura, em 1951, tendo-se dedicado à pintura, cerâmica, tapeçaria, mosaico, ilustração, artes gráficas e cartoon.


Teve uma importante atividade no domínio da arquitetura a partir do início da década de 1950, que abandonaria progressivamente em favor das artes plásticas, destacando-se como o maior cartoonista português e um dos melhores ilustradores portugueses das décadas de 1960 e 1970.


Nos anos anteriores e posteriores ao 25 de Abril de 1974, João Abel Manta publicou regularmente, em jornais de grande tiragem, tais como Diário de Lisboa, Diário de Notícias, O Jornal e Jornal de Letras, tendo sido o primeiro diretor de arte deste último.

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Desenvolveu também trabalhos críticos relacionados com a situação político-social portuguesa e tem dois álbuns editados: “Cartoons, 1969-1975” (1975) e “Caricaturas Portuguesas dos Anos de Salazar”, obra lançada originalmente em 1978, pelas Edições O Jornal.


No contexto da arte pública, fez intervenções nos pavimentos de mosaico para arruamentos na Praça dos Restauradores, em Lisboa, e na Figueira da Foz, enquanto na azulejaria concebeu em Lisboa, entre outros, o revestimento do mural da Avenida Calouste Gulbenkian, aplicado em 1980.


João Abel Manta foi ainda autor da série de painéis cerâmicos para o Teatro Gil Vicente (1955), em Coimbra, e dos azulejos para os edifícios da Associação Académica de Coimbra (1959).



JO (HPG/DMC/AG/SS) //

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