O empresário Álvaro Covões, que detém o Coliseu de Lisboa, assina esta semana o contrato de compra do Campo Pequeno, num negócio que acontece depois da insolvência da Sociedade de Renovação do Campo Pequeno decretada em 2014. Porém, a realização da temporada tauromáquica na centenária praça da capital continua a ser uma incógnita, escreve o “Correio da Manhã” (CM).
Até agora, o promotor de espectáculos pouco falou sobre o futuro daquele espaço. Mas «o meu negócio é a música, não as touradas», afirmou Covões.
Ao “CM”, Rui Bento Vasques, actual director de actividades tauromáquicas do Campo Pequeno, não esconde o seu receio quanto ao futuro. «Estou apreensivo e preocupado. O que o Álvaro Covões já me transmitiu é que não será promotor de corridas», disse, acrescentando que está disponível «para subarrendar o espaço e realizar as corridas ainda este ano».
«Se não começar em abril, a temporada começa em maio. Estamos um bocadinho fora do tempo, mas estou de braços abertos», referiu o director, que, ainda assim, garantiu que «os postos de trabalho estão assegurados».
Álvaro Covões, que participa através de uma sociedade sua que não é a Everything is New, vai ficar a gerir a arena do Campo Pequeno, incluindo a realização de espectáculos e o centro comercial. Por outro lado, o fundo de António Pires de Lima e de Sérgio Monteiro, antigo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações do Governo de Pedro Passos Coelho, vai assegurar a gestão do parque de estacionamento.






