Terrorista do Daesh quer director da PJ como testemunha no seu julgamento

O português, Rómulo Costa, acusado de crimes de adesão, recrutamento e financiamento do grupo terrorista Daesh, pediu que o director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, fosse testemunhar no julgamento

Simone Silva

O português, Rómulo Costa, preso sob acusações de crimes de adesão, recrutamento e financiamento do grupo terrorista Daesh, pediu que o director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, fosse testemunhar no julgamento que arranca esta terça-feira, segundo o ‘Correio da Manhã’ (CM).

A mesma publicação avança ainda que Rómulo Costa convocou também como testemunhas a eurodeputada socialista, Ana Gomes, bem como alguns jornalistas que serão ouvidos hoje no Campus da Justiça, em Lisboa, com o objectivo de «ajudar na obtenção da verdade», segundo o advogado do arguido, Lopes Guerreiro.



«Este é um julgamento que culmina seis anos de falhanço de uma investigação, e agora quer salvar a honra da PJ, da Unidade Nacional de Contraterrorismo e do Ministério Público. Espero que o colectivo (cujo presidente é Francisco Coimbra) se mantenha imparcial», explica citado pelo ‘CM’.

Neste mesmo processo constam mais sete arguidos, contudo, Rómulo Costa é o único que se encontra preso em Portugal, segundo a mesma publicação. Cassimo Turé reside em Londres com termo de identidade e residência, Nero Saraiva está preso na Síria, apesar de já ter pedido extradição para Portugal. Os restantes estarão, presumivelmente, mortos mas serão igualmente julgados por falta de confirmação oficial dos óbitos.

 

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