Tem um destes a acumular pó? Eis os CDs mais valiosos do mundo (e Paris Hilton lidera a lista)

Num momento em que o streaming domina o consumo musical, com plataformas como o Spotify e o Apple Music a monopolizarem a escuta diária de milhões de pessoas, os CDs pareciam relegados ao esquecimento.

Pedro Gonçalves
Outubro 11, 2025
17:30

Num momento em que o streaming domina o consumo musical, com plataformas como o Spotify e o Apple Music a monopolizarem a escuta diária de milhões de pessoas, os CDs pareciam relegados ao esquecimento. No entanto, o mercado de colecionismo está a provar o contrário: alguns discos em formato físico atingem hoje valores surpreendentes, transformando-se em autênticas peças de arte e objetos de culto.

De acordo com a plataforma especializada Infraken, que divulgou recentemente uma lista com os 20 CDs mais valiosos do mundo, um dos discos mais cobiçados é o álbum Paris, de Paris Hilton, lançado em 2006. Esta edição limitada, redesenhada pelo artista Banksy, pode alcançar até 7.350 euros no mercado de colecionadores — um valor que o coloca no topo da lista mundial.

O disco tornou-se um ícone devido ao seu caráter provocador e à intervenção artística de Banksy, que alterou o design original e modificou os títulos das faixas para mensagens satíricas sobre a cultura da celebridade. A combinação entre o fenómeno pop e a arte urbana deu origem a um exemplar raríssimo, disputado tanto por fãs da música como por apreciadores de arte contemporânea.

O álbum de Paris Hilton não é o único a alcançar valores astronómicos. Entre os exemplares mais valiosos figuram também a caixa “Live Box”, do grupo britânico Coil, avaliada em cerca de 3.200 dólares, e a edição “The 50th Anniversary Collection” de Bob Dylan, que ronda os 2.600 dólares.

A lista publicada pela Infraken inclui igualmente raridades de géneros variados — desde o hip-hop ao rock psicadélico — e edições promocionais lançadas em quantidades muito limitadas, o que explica o seu valor crescente no mercado. Entre as peças de coleção mais procuradas estão o EP “Slim Shady” de Eminem, as primeiras edições de “Nevermind” dos Nirvana, e a monumental caixa de 80 CDs dos Grateful Dead, criada para celebrar o 50.º aniversário da banda.

Os especialistas em colecionismo sublinham que o estado físico do disco é um fator decisivo na sua valorização. As primeiras edições, exemplares assinados pelos artistas ou CDs promocionais distribuídos em quantidades limitadas podem valer várias vezes mais do que as versões comerciais comuns.

Mesmo com a crescente digitalização da música e o consequente declínio das vendas físicas, alguns CDs resistem como autênticos investimentos culturais. A raridade, o contexto histórico e a ligação afetiva dos fãs continuam a alimentar um mercado que, segundo os analistas, está longe de desaparecer.

Ainda assim, a maioria dos CDs perde valor ao longo do tempo, devido à chamada “podridão do disco” — um processo de deterioração natural que afeta o material e compromete a leitura do conteúdo. Contudo, as edições especiais, assinadas ou concebidas como obras de arte, provam que o formato físico continua a ter um lugar privilegiado no colecionismo musical, mesmo em plena era digital.

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