O presidente-executivo da TAP Air Portugal confirmou hoje que a transportadora já exerceu a opção de venda da sua participação na SPdH, antiga Groundforce, imposta por Bruxelas, adiantando que o processo está em curso.
“A partir de 01 de dezembro do ano passado a TAP declarou a sua intenção de vender”, disse Luís Rodrigues aos jornalistas à margem da apresentação do plano estratégico para 2026 na Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), explicando que a decisão tinha sido comunicada anteriormente e que segue agora “um processo administrativo natural que está a ser corrido”.
“É um processo que está a correr. Foi complicado pela SPdH ter perdido a licença, mas é apenas uma entropia no processo”, acrescentou.
No início do ano, o regulador do setor (ANAC) atribuiu ao consórcio Clece/South a licença para a prestação de serviços de assistência em escala nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro por sete anos, superando a proposta da SPdH. O consórcio vencedor reúne a espanhola Clece e a empresa de ‘handling’ do grupo dono da Ibéria.
Para assegurar a continuidade do serviço, o Governo prorrogou em novembro de 2025 as licenças em vigor da antiga Groundforce – detida em 50,1% pela britânica Menzies Aviation e em 49,9% pela TAP – até 19 de maio de 2026.
Questionado sobre o reembolso a Bruxelas de 24,99 milhões de euros das ajudas estatais à reestruturação da TAP, no seguimento do atraso na venda da Cateringpor e da Spdh, tendo o plano sido estendido até ao final do primeiro semestre, Luís Rodrigues comentou apenas que foi algo acordado entre o Estado português e Bruxelas e que o montante será devolvido até essa data.
Sobre a Cateringpor, afirmou que a receção de uma única proposta para a compra da Cateringpor era “aquilo que estavam à espera”, sublinhando que o acionista parceiro tem direito de preferência.
A Cateringpor é detida em 51% pela TAP e o restante capital pertence ao grupo suíço Gate Group, que fez a única proposta de compra.






