Por João Carvalho, partner e co-fundador da MELOM
Acreditamos que o tema da sustentabilidade é indissociável do setor imobiliário e temos assistido a diversos estímulos, não só do Governo, mas também da banca.
Algumas instituições preparam-se para beneficiar de estímulos, como por exemplo, de reduções de spread a imóveis energeticamente mais eficientes e com menor pegada carbónica.
À semelhança do que se passa em diversos países europeus, os portugueses começam a valorizar a aquisição de um imóvel com menor necessidade de manutenção e de consumo. E aqui a reabilitação também tem uma palavra a dizer.
Andamos muitos anos a privilegiar a estética em vez da eficácia e estamos gradualmente a mudar, fruto de uma maior consciência ambiental, à boleia do aumento dos preços da energia e seus derivados.
Devemos aproveitar os diversos estímulos financeiros que são atribuídos, para apostar na melhoria da eficiência energética, redução da pegada ambiental e no aumento do conforto, fatores que contribuem para uma habitação melhor e mais sustentável.
O Pós-covid e a incerteza provocada pela guerra na Ucrânia serviram como catalisador para que fossemos todos obrigados a racionalizar consumos e, acima de tudo, a termos a consciência que nada será como antes da pandemia.
Cabe aos projetistas e arquitetos o papel de relembrar e educar os consumidores, que devem privilegiar soluções que otimizem estas temáticas, em detrimento da estética.




