O medo de contrair Covid-19 levou a uma queda abrupta nas idas ao centro de saúde para a vacinação do sarampo. (a VASPR é dada aos 12 meses e aos cinco anos). De acordo com o “Jornal de Notícias” (JN), num mês houve menos 13277 mil bebés vacinados em Portugal, entre 15 de Março e 15 de Abril.
O país já está com quase tantos casos de sarampo como os que foram diagnosticados ao longo de todo o ano de 2019. Portugal conta, segundo o “JN”, com sete casos nos primeiros dois meses de 2020.
«O problema da Covid-19 é precisamente por não termos uma vacina. As vacinas são fundamentais e as pessoas não devem temer a ida ao centro de saúde. É o maior risco de não tomar a vacina do que o risco de contágio, porque os doentes com sintomas respiratórios estão separados dos restantes doentes. Têm circuitos separados», explica ao “JN” Rui Nogueira, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.
Teresa Fernandes, coordenadora do Plano Nacional de Vacinação defende que não se adie a vacinação: «Os serviços estão a listar todas as pessoas com as vacinas em atraso e vão convocá-las de forma organizada, para não haver aglomeração nas salas de espera. A regra de ouro da vacinação é de que ninguém fica para trás».
Agora, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças alerta para a possibilidade de um surto de sarampo na Europa por causa dessa redução na vacinação, juntando-se aos apelos da Direção-Geral da Saúde que tem reiterado que a vacinação das crianças é prioritária.
«O combate à Covid-19 está a afectar a vacinação das crianças», levando ao «atraso e à interrupção» do cumprimento dos planos de vacinação, incluindo na administração da vacina contra o sarampo, diz o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças no último relatório, publicado a 18 de Abril, citado pelo “JN”.
O centro contabiliza mais de 1500 casos de sarampo nos primeiros meses deste ano em solo europeu, com especial incidência na Bulgária, onde já houve uma morte, e na Roménia. Espanha regista 67 casos, Itália tem 86 e França 161.





