A primeira obra pública construída com recurso a impressão 3D em Portugal está a nascer em Matosinhos. O projeto é da responsabilidade da startup portuguesa Havelar, que se propõe erguer um edifício de 500 m² em apenas uma semana.
O investimento, no valor de 800 mil euros, resulta de um concurso público lançado pela Câmara Municipal de Matosinhos e dará origem à sede do projeto ReCircular, dedicado à reciclagem e reutilização de resíduos eletrónicos para a economia circular, com impacto social direto na criação de emprego para pessoas com incapacidade da região.
A visita de acompanhamento da obra, marcada para esta sexta-feira às 9h00, contará com a presença da presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e do cofundador e CEO da Havelar, José Maria Ferreira.
“É com muito orgulho que apresentamos a primeira obra pública com recurso a esta técnica que acreditamos ser a construção do futuro e que nos vai permitir concluir este desafio em tempo recorde. Um agradecimento especial também à Câmara Municipal de Matosinhos por nos confiar esta obra que tanto servirá a região e que abrirá portas para novas soluções para o futuro”, sublinha José Maria Ferreira, cofundador e CEO da Havelar.
“Perante um contexto de crise de habitação e escassez de recursos, acreditamos que podemos ser a solução, pois a fórmula que utilizamos na Havelar permite construir casas e edifícios com menos custos, em menos tempo, e com uma menor pegada carbónica. Além de sustentável, a impressão 3D permite maior versatilidade no local de construção, o que para as autarquias poderá ser uma forma mais rápida e económica de dar resposta às necessidades da população. Queremos ser uma solução e é com esse objetivo que trabalhamos todos os dias, para fazer da impressão 3D uma solução de futuro, com impacto nas cidades e nas populações”, acrescenta o responsável.
Em 2024, a Havelar já tinha conquistado notoriedade ao erguer, em Vila do Conde, a primeira casa construída com impressão 3D em Portugal, concluída em apenas 18 horas. A empresa trabalha em parceria com a dinamarquesa COBOD, especialista em soluções de impressão 3D, utilizando betão, terra e argila como alternativas ao cimento convencional, reduzindo assim o impacto ambiental e aumentando a segurança no estaleiro.














