Um sismo de magnitude estimada de 4,7 na escala de Richter foi sentido esta segunda-feira à tarde, na região de Lisboa. O evento sísmico, ocorrido pelas 13h24 teve epicentro a cerca de 24 quilómetros de Lisboa.
#ATerraTreme #Portugal
Ocorreu há minutos um sismo na zona de #Lisboa #Setúbal, amplamente sentido.
5.0 mbLg pic.twitter.com/m5079CS2AH— Alberto Sxenick (@AlbertoSxenick) February 17, 2025
O site do Instituto Português do Mar de da Atmosfera (IPMA) chegou mesmo a estar em baixo e inacessível, devido à elevada procura por parte dos utilizadores, em busca de informações sobre o sismo que foi sentido em várias áreas da região da Grande Lisboa. No entanto, na rede social ‘Facebook’, o IPMA destacou que o “sismo foi sentido”, prometendo mais informações “em breve”.
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Segundo vários portais da especialidade, o epicentro terá sido na área do Seixal, a uma profundidade de menos de 10 km de profundidade.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou o abala e indicou em nota: “Hoje, dia 17 de fevereiro, pelas 13:24 (hora local), foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.7 (Richter) e cujo epicentro se localizou a oeste do Seixal. “Não há registo de danos pessoais ou materiais até ao momento.”
As autoridades deixam alguns passos a seguir no antes, durante e após um sismo
ANTES
- Informe-se sobre as causas e efeitos possíveis de um sismo na sua zona. Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena com os seus familiares e amigos.
- Elabore um plano de emergência para a sua família.
- Certifique-se que todos sabem o que fazer, no caso de ocorrer um sismo.
- Combine previamente um local de reunião, para o caso dos membros da família se separarem durante o sismo.
- Prepare a sua casa por forma a facilitar os movimentos, libertando os corredores e passagens, arrumando móveis e brinquedos.
- Organize o seu kit de emergência:
- Organize o seu kit de emergência: reúna uma lanterna, um rádio portátil de dinâmo (sem pilhas) bem como um extintor e um estojo de primeiros socorros;
- Armazene água em recipientes de plástico e alimentos secos, para dois ou três dias (atenção: verifique com periodicidade os prazos de validade). Inclua um abre-latas;
- Tenha à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de emergência a lista de contactos de familiares/amigos e cópia dos documentos importantes;
- Leve consigo a medicação habitual e produtos de higiene pessoal (incluir papel higiénico, toalhitas húmidas e sacos de plástico para fins sanitários), inclua igualmente uma muda de roupa (não esquecer um boné e impermeável);
- Inclua ainda: dinheiro, um apito, uma máscara anti-pó, e o carregador de telemóvel com uma bateria extra (vulgo power-bank);
- Comida e água extra para o animal de estimação;
- Identifique os locais mais seguros, distribuindo os seus familiares por eles: vão de portas interiores, cantos de paredes-mestras, debaixo de mesas e de camas.
- Mantenha uma distância de segurança em relação a objetos que possam cair ou estilhaçar.
- Conheça os locais mais perigosos: junto a janelas, espelhos, candeeiros, móveis e outros objetos. Elevadores e saídas para a rua.
- Fixe as estantes, os vasos e floreiras às paredes da sua casa.
- Coloque os objetos pesados, ou de grande volume, no chão ou nas estantes mais baixas.
- Ensine todos os familiares como desligar a eletricidade e cortar a água e o gás.
- Tenha à mão, em local acessível, os números de telefone de serviços de emergência.
DURANTE
- Se está dentro de casa ou de um edifício
- Se estiver num dos andares superiores de um edifício, não se precipite para as escadas.
- Nunca utilize elevadores.
- Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou cama.
- Mantenha-se afastado de janelas e espelhos.
- Tenha cuidado com a queda de candeeiros, móveis ou outros objetos.
- Se está num local com grande concentração de pessoas fique dentro do edifício, até o sismo cessar. Saia depois com calma, tendo em atenção as paredes, chaminés, fios elétricos, candeeiros e outros objetos que possam cair.
- Não se precipite para as saídas. As escadas e portas são pontos que facilmente se enchem de escombros e podem ficar obstruídos por pessoas que tentam deixar o edifício
- Nas fábricas, mantenha-se afastado de máquinas que possam tombar ou deslizar.
- Se está na rua
- Dirija-se para um local aberto com calma e serenidade, longe do mar ou cursos de água.
- Não corra nem ande a vaguear pelas ruas.
- Mantenha-se afastado dos edifícios (sobretudo dos mais degradados, altos ou isolados) dos postes de eletricidade e outros objetos que lhe possam cair em cima.
- Afaste-se de taludes, muros, chaminés e varandas que possam desabar.
- Se está a conduzir
- Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.
DEPOIS
-
- Mantenha a calma e conte com a ocorrência de possíveis réplicas.
- Não se precipite para as escadas ou saídas. Nunca utilize elevadores.
- Não fume, nem acenda fósforos ou isqueiros. Pode haver fugas de gás.
- Corte a água e o gás e desligue a eletricidade.
- Utilize lanternas a pilhas.
- Ligue o rádio e cumpra as recomendações que forem difundidas.
- Limpe urgentemente os produtos inflamáveis que tenham sido derramados (álcool ou tintas, por exemplo).
- Evite passar por locais onde existam fios elétricos soltos.
- Não utilize o telefone, exceto em caso de extrema urgência (feridos graves, fugas de gás ou incêndios).
- Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.
Geólogo Filipe Rosas salientou não se tratar “de um fenómeno normal”
“É muito cedo para perceber se há alguma relação com o sismo de agosto deste ano. Não se sabe ainda que falha terá mexido para resultar neste tremor de terra. A profundidade será relativamente baixa. Mas as informações não permitem contextualizar, do ponto de vista tectónico, o que se está a passar. De qualquer maneira, não se trata de um fenómeno normal”, apontou o geólogo Filipe Rosas. “Há na zona do gargalo do Tejo sismicidade histórica bem conhecida. O facto de termos dois sismos a ocorrer, separados por seis meses, com uma magnitude suficientemente elevada para as pessoas sentirem, por si só não permite nenhum alarme.”
“Não há nenhuma razão para presumirmos, com base na informação que dispomos atualmente, que há algo de muito preocupante a acontecer, ou algo de especial. Para tranquilizar as pessoas, devem perceber que há muitas centenas de sismos a ocorrerem com magnitudes baixas, que as pessoas não sentem. Neste caso, é um pouco mais elevado, com profundidade mais baixa, de tal maneira que o sismo tem intensidade maior, faz-se sentir mais”, apontou o geólogo e docente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
“Os sismos que estão associados à fronteira de placas, entre Eurásia e África, são muito importantes, que dão conta do movimento da placa. Os tremores mais para o interior da placa tendem a ser de menor magnitude, embora possam ter potencial destrutivo. Mas, a circunstância de termos tido um sismo em agosto e agora este sismo, por si só, não permite dizer, por exemplo, que temos um cenário de propagação de sismicidade mais grave ao longo da margem para norte, ou se, com mais probabilidade, se trata apenas de sismicidade que vai respondendo à necessidade de regular energia”, concluiu.
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