Perante o aumento das sanções às exportações de muitos produtos russos, as commodities também estão a ser afetadas, principalmente o níquel que tem estado a registar subidas históricas.
Na terça-feira, a London Metal Exchange (LME), bolsa de futuros dos metais teve mesmo de suspender as negociações do nível, uma vez que os preços duplicaram para mais de 100.000 dólares por tonelada, segundo o ‘El Economista’. A LME acrescentou ainda que esta suspensão se pode manter por mais alguns dias tendo em conta a “situação geopolítica que está por trás do aumento de preços”.
Mas dentro do mercado dos metais, outros constituintes como o alumínio e o minério de ferro, ambos cruciais para o setor siderúrgico, estão a negociar a níveis recorde.
Esta subida dos preços já se está a sentir nas fábricas, uma vez que a ArcelorMittal já teve de encerrar uma das suas fábricas em Espanha, devido aos preços extremamente elevados de produção causados pelo aumento da eletricidade e do gás.
Em declarações ao site espanhol, fontes do setor revelam que este cenário “vai ter consequências. Temos um produto muito valioso que ninguém vai comprar. Fabricamos diamantes”, acrescentando que vai ser difícil passar esses preços tão elevados para os clientes e a falta de compradores levará a uma paralisação da produção.
Outra empresa que será gravemente prejudicada com estes aumentos é a chinesa Tsingshan Holding Group, a maior produtora mundial de níquel. Segundo a ‘Bloomberg’, a empresa pode registar perdas de cerca de 2.000 milhões de dólares por não ter contado com o aumento acentuado da procura por causa da guerra na Ucrânia. A empresa também não descontou o facto de acabarem as exportações russas de níquel por causa das sanções, uma vez que a Rússia é o terceiro maior produtor desse metal.




