Em 2004, sob a égide das nações unidas, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) apareceu reforçada pelas instituições financeiras que a usaram num report intitulado “who cares wins”.
Essa correlação entre “ganho” e “ESG” tem, actualmente, de forma inequívoca, ainda maior aderência à realidade, tendo em conta que as empresas que dão prioridade ao ESG contribuem para uma acrescida criação de valor e asseguram uma melhor gestão de risco.
Segundo um estudo da Mckinsey & Company, há cinco motivos que comprovam esta premissa de criação de valor associado ao foco em ESG: crescimento de receita, minimização de custos, redução das intervenções regulatórias e legais, aumento da produtividade dos funcionários e optimização de activos e investimentos.
Por conseguinte, as empresas com visão proeminente e salutar endurance operacional estão cada vez mais vocacionadas para tomarem para si a responsabilidade pela condução de boas práticas ESG.
A NECESSIDADE DE SISTEMATIZAÇÃO E REPORT ESG
Se já não faltam recursos informativos sobre as matérias ESG, há também já soluções/plataformas que auxiliam as empresas nesta jornada de melhoria contínua que pretendem iniciar.
Com efeito, as empresas já estão a incorporar a necessidade de assegurar a sistematização de informações ESG e o reporting para, em alinhamento com os quadros regulamentares europeus, suportarem processos internos, bancários, financeiros e outros, enquanto criam mais valor.
Complementarmente, a necessidade de disponibilizar dados ESG, atendendo às solicitações das cadeias de valor e à gestão da reputação, reforça a importância de uma solução integrada, prática e que possibilite o início de uma jornada através de um auto-diagnóstico ESG.
A SOLUÇÃO SIBS ESG
Uma vez que reúne características vantajosas para o mundo corporativo, a solução SIBS ESG assume neste universo um lugar de destaque.
A salientar como benefícios da plataforma estão:
- A sua transversalidade que se concretiza num standard harmonizado para a esfera bancária e organismos como a AICEP, o IAPMEI, o Turismo de Portugal ou a Câmara Municipal de Lisboa;
- A praticamente universal utilização desta ferramenta pelo sector bancário português, o que evita a necessidade da empresa desencadear a partilha de dados de forma ad-hoc com cada banco, assim diminuindo o esforço associado;
- A conformidade com o enquadramento regulamentar europeu;
- O apoio dado às empresas para iniciarem a incursão sem barreiras nos temas ESG através de: acesso gratuito a capacitação sobre temas ESG e demonstração da plataforma; apoio gratuito de uma equipa de suporte disponível para o auxílio ao preenchimento; oferta de relatórios de auto-diagnóstico ESG; oferta de selos de reconhecimento pelo primeiro ano de report (Reporting Pioneer) e segundo ano (Reporting Steward); acesso a descontos e vantagens para os utilizadores que preencherem os questionários, em áreas diversas como a académica e a de consultoria (vide website: esg.sibs.com).
A plataforma dispõe de quatro módulos relacionados com ESG, a Calculadora de Gases de Efeito de Estufa, os Riscos Físicos e a Taxonomia. Cada módulo inclui conjuntos de questões destinados a avaliar os principais indicadores de desempenho (KPI) e outputs sistematizados para cada um destes âmbitos. Assim, estes módulos assumem uma importância fundamental para as empresas que reconhecem a necessidade de iniciar a sua jornada ESG.
O ECOSSISTEMA: A REDE QUE APOSTA NO SIBS ESG
O facto da larga maioria dos bancos portugueses ter identificado a mais-valia de uma solução unificada e integrada com os dados do tecido empresarial, mostra a visão colaborativa subjacente.
Entidades como o IAPMEI, a AICEP, o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Lisboa terem efectuado protocolos para aderirem a este ecossistema, bem como várias universidades – assim como a NOVA, a UCP, o ISCTE e o ISEG – cedo terem apresentado/ usado a plataforma como case study, evidencia a confiança e recomendação na sua utilização pelo mundo corporativo. As mais de 30 associações sectoriais, regionais e nacionais têm também tido um papel fundamental neste ecossistema ao divulgar a plataforma como uma boa prática ESG.
O QUE DIZEM AS EMPRESAS SOBRE O SIBS ESG
Os indicadores de satisfação da solução SIBS ESG comprovam que as empresas utilizadoras reconhecem a mais-valia da plataforma, uma vez que a recomendam às demais em 95,2% dos casos. A isso acrescem outros indicadores de satisfação:
- Plataforma: 72% das empresas classifica-a como “excelente” ou “boa”;
- Formação associada: 58% das empresas indica ter ficado “muito satisfeita” e 38% “satisfeita”;
- Apoio prestado pela equipa de suporte ao preenchimento: 35% das empresas classifica-o como “excelente” e 48% como “bom”.
AS EMPRESAS UTILIZADORAS DO SIBS ESG
A variedade de empresas no portal mostra também que a sua utilização é adaptativa (pois os questionários criados dependem das características-base de cada entidade) e longe de ser inacessível ou complexa (nomeadamente também por ter pontos de ajuda e possibilitar o acesso a uma equipa de suporte).
Actualmente, a diversidade das empresas utilizadoras está patente:
- Na representatividade sectorial: a indústria transformadora pesa 23%, seguida do comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos, com 18%. Também há uma presença significativa de empresas de actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares, que correspondem a 13%, e do sector da construção, com 8%, fechando-se o “top 5” com as actividades imobiliárias que representam 6%;
- Na distribuição geográfica: Lisboa é o distrito com maior representatividade, com 27% do total. Segue-se Leiria com 22%, Aveiro com 14% e o Porto com 12%;
- Na dimensão das empresas: a maioria são pequenas, representando 62% do total. As médias correspondem a 28%, e as grandes empresas representam 10%;
- Na ligação ao mercado internacional: 59% das empresas são exportadoras;
- Noutros indicadores: 59% está abrangida pela taxonomia.
O ACESSO
Além do website (esg.sibs.com), o acesso à plataforma ficou ainda mais facilitado desde que o homebanking dos principais bancos portugueses se tornou outra porta de entrada. Em causa: o Millennium BCP, o Banco Santander, o Novo Banco, o BPI, o Bankinter, o Crédito Agrícola, o Eurobic/ ABANCA e a Caixa de Crédito Agrícola de Leiria. Em escassas semanas irá juntar-se igualmente o Banco Montepio.
Posteriormente ao primeiro acesso, as empresas encontrarão vantagens em rotinar a utilização da plataforma com uma cadência anual, para poderem identificar a evolução temporal dos principais indicadores ESG, assim possibilitando uma gestão mais responsável e transparente.
A PRIMEIRA ETAPA
A formação é o mais indicado passo prévio ao preenchimento, havendo para isso, através do website (esg.sibs.com), a possibilidade de consulta e inscrição nas sessões disponíveis para todas as empresas interessadas em tirar partido da plataforma e adquirir conhecimentos básicos sobre ESG. São realizadas sessões remotas de livre acesso, que abordam temas como:
- As Práticas ESG e o Portal SIBS ESG: com periodicidade quinzenal;
- A Taxonomia de A a Z: que decorre mensalmente;
- E o ESG e Pegada de A a Z: com cadência mensal.
Como benefício exclusivo para as empresas que terminem o preenchimento da plataforma, bimestralmente são efectuados workshops com foco na melhoria da maturidade em ESG.
Em 2024, ano em que a plataforma foi lançada publicamente (em Junho), a adesão a estas sessões iniciais e workshops foi de um total de 1277 participantes, enquanto as sessões específicas para bancos associados contaram com a participação de 2596 colaboradores.
Façamos a nossa parte também no mundo corporativo. Impactemos o ESG desde já!
» Rui Figueiredo da SKYPRO, uma empresa com selo Reporting Steward do SIBS ESG
Este artigo faz parte do Caderno Especial “ESG”, publicado na edição de Agosto (n.º 233) da Executive Digest.







