Setor dos casamentos perde 90% da faturação e exige data de regresso

Segundo o MESC, a indústria dos casamentos movimentava quatro mil milhões de euros por ano, antes da pandemia.

Filipa Almeida

A pandemia de covid-19 resultou numa perda de faturação superior a 90% nos casamentos, uma indústria que, de acordo com o Movimento de Empresas do Sector do Casamento (MESC), movimentava quatro mil milhões de euros por ano. Com mais de sete mil companhias a operar nesta área em Portugal, o movimento pede soluções para garantir que 2021 não será igual a 2020.

Sendo uma atividade maioritariamente sazonal, «já está praticamente parada desde outubro de 2019 e necessita de começar a trabalhar a partir de março 2021, senão corre o risco de desaparecer», aponta Jorge Ferreira, do MESC, em comunicado enviado às redações.



O movimento pede, por isso, previsões mais concretas e uma data para o regresso deste sector, a partir da qual será possível realizar casamentos sem as restrições atuais.

Segundo Jorge Ferreira, o MESC tem reunido com várias entidades ao longo das últimas semanas, nomeadamente secretaria de Estado do Comércio, grupos parlamentares do PSD e PCP, para apresentar propostas. «Mais do que medidas de apoio, este movimento reivindica ao Governo uma mensagem de confiança no sentido de garantir a sustentabilidade e a recuperação da confiança dos clientes. E esta comunicação deve obrigatoriamente apresentar uma previsão de data para o setor começar a operar», indica ainda o responsável.

Entre as medidas de segurança sanitárias que poderão ser adotadas de forma a mitigar o contágio nos casamento, o MESC destaca cinco:

1 – Demonstração de imunidade relativamente a SARS-CoV-2, nomeadamente através da apresentação de nota de alta relativamente a covid-19, teste serológico positivo, ou comprovativo de vacinação;

2 – Demonstração de ausência de infeção através da apresentação de teste rt-PCR negativo, num prazo inferior a 72 horas antes do evento, ou apresentação de teste rápido, num prazo inferior a 12 horas antes do evento, ou mesmo no momento de admissão do evento. Estes testes já estão a ser usados noutros países, nomeadamente Espanha e Inglaterra;

3 – Profilaxia. O MESC acredita que em 2021, mesmo antes da vacina, será possível voltar com confiança a um mundo muito mais próximo do normal, tendo em conta os avanços que estão a ser feitos ao nível da profilaxia com a utilização de anti-histamínicos, entre outros. Os participantes no evento teriam, portanto, de demonstrar que estão a ser medicados com esse intuito;

4 – Outras formas de prevenção da disseminação. Segundo o movimento, estão a ser feitos estudos que indicam que a utilização de alguns fármacos de via oral impedem a transmissão do SARS-CoV-2 em 24 horas. Este pode ser outro requisito de acesso ao evento, antes de vacinado;

5 – Implantação de um guia de medidas sanitárias a nível nacional para a realização de um casamento.

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