O Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI), formado por Generais na reforma das áreas do Exército, Força Aérea e Marinha, admite que está em discussão o recrutamento de estrangeiros para o serviço militar português.
Segundo o ‘Diário de Notícias’ (DN), esta informação consta do livro que publicaram recentemente: “As Forças Armadas e o seu enquadramento estratégico e funcional. Algumas reflexões”.
O objetivo, adianta o jornal, é promover o “indispensável debate” sobre o serviço militar em Portugal, obrigatório ou voluntário, para inverter a atual situação das Forças Armadas.
Em causa estão as “graves deficiências nas capacidades operacionais” e de recrutamento, que podem ser solucionadas através da admissão de estrangeiros, à semelhança do que já aconteceu em outros países.
“Numa opção que o País tomasse, no caminho de um modelo exclusivo de serviço militar voluntário, temporário ou de longa duração (profissional), faria sentido equacionar a aceitação de candidatos de nacionalidade estrangeira para a prestação de serviço, como já acontece nalguns países da Europa, casos da Espanha e da Bélgica”, referem na publicação a que o jornal teve acesso.
A par disso, os generais apontam também a possibilidade de ser “considerada em condições muito particulares” a integração de estrangeiros “como garantia de trade off na aquisição de nacionalidade ou de outros mecanismos que fizessem sentido para as respetivas aspirações de integração nacional”.










