Não se esqueça, é já no próximo fim de semana que chega o horário de verão: assim, em Portugal continental e na Madeira, na madrugada de 30 de março, à 1 hora os relógios deverão ser adiantados para as 2 horas. No arquipélago dos Açores, na madrugada de 30 de março de 2025, os relógios devem ser adiantados da meia-noite para a 1 hora. Este é, assim, o dia mais curto do ano, onde ‘desaparece’ uma hora em todos os relógios.
O fim do horário de verão acontece sempre no último domingo do mês de outubro. Este ano, será no dia 26 de outubro, quando às 2 horas os relógios devem ser atrasados uma hora, ou seja, devem voltar para a 1 hora, no caso de Portugal continental e na Madeira. Nos Açores, no dia 26 de outubro, a meia-noite passa a ser as 23 horas.
Porque se mantém a mudança da hora?
Por motivos muito práticos e que se ligam à rentabilização da luz solar natural. Sobretudo, para defender as nossas rotinas diárias e adaptá-las ao ciclo solar.
No inverno, os dias tornam-se mais breves e as noites mais longas. Amanhece mais tarde e o pôr do sol é também mais precoce. O tempo solar encolhe.
No verão, os dias tornam-se mais longos e com maior exposição solar. Amanhecem mais cedo e, portanto, vale a pena começar a aproveitar esse tempo de luz natural. Da mesma maneira, dias mais compridos – sem qualquer alteração na hora – levariam à chegada da penumbra cerca das 22 horas.
A solução encontrada foi portanto fazer fazer avançar os ponteiros uma hora e assim conseguir maior alinhamento entre o tempo social e o tempo solar.
É o que acontecerá na noite neste sábado para domingo: os dias tornam-se mais luminosos, longos e as manhãs despertam mais cedo. Passa portanto a haver margem para mais uma hora no relógio.
Recuperar da mudança de hora para o verão pode demorar mais do que 3 semanas
É normal sentir-se mais cansado quando os relógios avançam uma hora? Embora perder uma hora de sono quando os relógios adiantam uma hora para o horário de verão possa parecer insignificante, o efeito colateral contínuo de interrupções nos padrões de sono pode durar semanas, sendo as gerações mais jovens as mais afetadas. Estes são dados revelados pelo estudo global da Samsung que analisou os padrões de sono dos utilizadores da app Samsung Health em 40 países da Europa, EUA e Canadá.
Quando se analisa o impacto na manhã seguinte à da mudança de horário, uma coisa é certa: os padrões de sono de todas as pessoas em estudo são afetados. De facto, um comportamento de repetição é verificado, fazendo com que os utilizadores acabem por adormecer 33 minutos mais tarde do que na noite anterior, acordando na manhã seguinte 19 minutos mais cedo. Embora perder horas de sono não seja benéfico em nenhuma idade, as pessoas na faixa etária dos 20 anos sentem-no mais, resultado combinado entre um horário de deitar extremamente tardio e uma aparente impossibilidade de dormir até mais tarde.
Por outro lado, a pontuação de sono atualizada pela app Samsung Health – calculada com base numa avaliação do tempo total de sono, com o tempo acordado, ciclos de sono e recuperação física e mental dos utilizadores – registou os níveis mais baixos durante as semanas que se seguiram à mudança de hora, sendo, novamente, os jovens na faixa etária dos 20 anos os mais afetados. Ao analisar a média da pontuação de sono dos primeiros sete dias, este grupo foi o que demonstrou uma taxa de recuperação mais lenta, enquanto os grupos mais velhos acabaram por se adaptar mais rapidamente. Na terceira semana, a pontuação de sono de todos os grupos etários ainda não tinha estabilizado nos níveis normais, mostrando flutuações na qualidade de uma boa noite de descanso.
A transição para o horário de verão afeta claramente os padrões de sono de todos os grupos etários, inclusive muito depois da mudança dos relógios, tornando-se cada vez mais importante dar prioridade à gestão e qualidade do sono, sobretudo no caso das gerações mais jovens.














