A taxa de desemprego total caiu para 6,1% da população activa no terceiro trimestre deste ano, o valor mais baixo em 16 anos e a taxa de desemprego jovem também aliviou ligeiramente para 17,9%, anunciou nesta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Contudo, há já regiões no país, como o Centro e o Algarve, que sofrem reduções nos respectivos salários médios nestes três meses, bastante marcados pelo ressurgimento de empregos de Verão, sobretudo ligados ao sector do turismo, apurou o “Dinheiro Vivo” (DV).
De acordo com o novo inquérito do INE, estas duas regiões juntas dão emprego a mais de 1,3 milhões de trabalhadores por conta de outrem.
O emprego continua a evoluir, mas a um ritmo menos lento do que no passado recente. E os aumentos dos salários líquidos pagos aos trabalhadores por conta de outrem têm vindo a encolher.
Há actualmente mais de 4,9 milhões de pessoas a trabalhar no território nacional, na sequência de um aumento de 0,9% do emprego no terceiro trimestre. Todavia, é a evolução mais fraca desde meados de 2016, avança o “DV”, sublinhando que o crescimento do emprego está a abrandar há sete trimestres seguidos. As séries retrospectivas do INE analisadas pelo “DV” mostram que o salário médio líquido nacional cresceu apenas 2% no terceiro trimestre deste ano face a igual período do ano passado, fixando-se agora nos 909 euros mensais – a subida é a mais baixa desde meados de 2017.
No entanto, a média nacional esconde realidades regionais diferentes. O rendimento salarial médio começou a cair em duas regiões do país: no Centro, região que emprega mais de 1,1 milhões de pessoas, o ordenado médio recuou 0,5% (para 846 euros), o que não acontecia há dois anos e meio; o Algarve, onde trabalham 220 mil pessoas, também já começou a ressentir-se da compressão salarial. Segundo o INE, o salário médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem que lá residem recuou em termos homólogos 0,1% no terceiro trimestre (para 836 euros mensais), isto já depois de um recuo de 0,8% no segundo trimestre.
Já o Norte e Lisboa escapam à tendência. Os dados desagregados revelam que a região Norte (com 1,7 milhões de trabalhadores) teve o maior reforço do salário médio (mais 3,3%, para 854 euros líquidos neste terceiro trimestre), logo seguida da Grande Lisboa (com 1,3 milhões de trabalhadores), onde o ordenado médio obteve um ganho de 3,1% (até 1064 euros mensais). A área metropolitana da capital tem, actualmente, 1,3 milhões de trabalhadores.
Por outro lado, o INE alerta que mais de metade dos desempregados (52,4%) está há procura de trabalho há um ano ou mais. Em Portugal existem 169,3 mil desempregados, deste tipo, “de longa duração”.









