A Rússia afirma ter feito o primeiro pagamento da dívida, evitando assim o “default”, ou seja, o incumprimento de pagamento.
“A ordem de pagamento sobre o pagamento de juros sobre títulos (…) no valor total de 117,2 milhões de dólares… foi executada”, disse o Ministério das Finanças russo liderado por Anton Germanovich Siluanov em comunicado.
O Ministério das Finanças russo terá enviado os fundos para um “banco estrangeiro” no dia 14 de março.
A Rússia tinha até ontem para pagar 117 milhões de dólares (106 milhões de euros) em dois cupões de juros de dívida pública a vencer em 2023 e 2041. No caso de não o concretizar, estaria a preparar-se para o primeiro incumprimento da dívida em moeda estrangeira desde a Revolução de 1917.
Sendo considerado um dos países mais fortes em termos de crédito devido ao endividamento reduzido e às reservas de petróleo elevadas, a Rússia deixou de o ser assim que começaram a vigorar as sanções do Ocidente. Estas sujeitaram o país a restrições em moeda estrangeira, complicando a sua capacidade de reembolsar as obrigações em moeda internacional.
Siluanov levantou a possibilidade de utilização do yuan e do rublo, que estarão sujeitas a uma taxa de cambio penalizadora mas que são as únicas que podem ser utilizadas devido às sanções.
Atualmente a Rússia tem 39% das reservas internacionais congeladas pelas sanções aplicadas pelo Ocidente e, como tal, muitos analistas falam da impossibilidade de incumprimento.
Já no passado dia 10 de março a Diretora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, tinha dito que “a falência da Rússia não é mais um acontecimento improvável”, sublinhando que o que determinará quão forte será a recessão na Rússia será a duração da guerra e as sanções, bem como a possibilidade de que elas se tornem mais severas e afetem as exportações de energia.





