Jorge Bacelar Gouveia, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), considerou como “grave e preocupante” as falhas do sistema informático militar, que estiveram na origem de uma quebra de segurança que permitiu extrair documentos classificados portugueses na NATO, que foram colocados à venda na ‘darkweb’.
“É uma quebra na reserva e na confidencialidade de dados muito importantes, neste caso dados da NATO, que neste momento está envolvida numa ação de defesa não declarada em relação a uma guerra que está a ocorrer entre a Rússia e a Ucrânia. E, portanto, vejo com a maior das preocupações aquilo que se passou”, explicou o responsável, em declarações à rádio ‘Renascença’.
O alerta para o ciberataque foi dado pelos serviços secretos americanos, que avisaram o Governo português de um ataque “prolongado e sem precedentes” aos computadores do Estado-Maior General das Forças Armadas, das secretas militares e do Ministério da Defesa.
O pedido de justificações da NATO; aponta o responsável da OSCOT, é algo “natural”, que lembrou a responsabilidade acrescida do país como membro fundador da NATO e sublinhou que é preciso perceber que cautelas foram tomadas pela Defesa para prevenir eventuais ciberataques futuros. “Mesmo que tenha havido aqui uma vulnerabilidade informática, a verdade é que nós estávamos alertados para isso”, destacou Bacelar Gouveia. “Se os ataques informáticos agora se multiplicaram em larga escala em grandes empresas, era de esperar também que esses ataques chegassem às estruturas de segurança nacional e às estruturas de defesa.”




