A previsão da Savills para o valor das rendas de escritórios em toda a Europa envolve um aumento médio de 3,4% em relação a 2018. Na origem do salto estarão os baixos níveis de desemprego e a escassez da oferta, que levarão as empresas a optar por modalidades de escritórios flexíveis.
Nos países da União Europeia, espera-se um aumento de 1,8% no número de postos de trabalho, o equivalente a 280 mil empregos adicionais nos próximos 12 meses. Mike Barnes, associate European Research da Savill, acredita que esta realidade irá exercer uma pressão crescente sobre as rendas, acentuando-se a competição entre empresas.
«A taxa de disponibilidade média situava-se em 6,1% no terceiro trimestre de 2018, abaixo dos 6,9% no final de 2017, e estimamos que tenha caído para 5,9% no final de 2018», acrescenta Eri Mitsostergiou, director European Research da Savills.
Em Portugal, o cenário deverá ser semelhante. Segundo Rodrigo Canas, associate director do Offices Department da Savills Portugal, as cidades de Lisboa e Porto vão continuar a ser destinos de eleição para empresas multinacionais, com destaque para o sector das TMT & Utilities e actividades de Business Shared Services. Como consequência, e tendo em conta a falta de oferta prime, as rendas médias registarão aumentos.
Por outro lado, acrescenta o mesmo responsável, 2019 será também um ano em que os proprietários de edifícios com características obsoletas terão de competir com outros modelos de ocupação mais actuais, como é o caso do coworking.




