O sector financeiro é o que apresenta um regresso ao normal mais demorado. Um inquérito realizado pelo Bank of America mostra que apenas 30% dos trabalhadores destas empresas regressarão às condições habituais de trabalho até ao final deste ano, o que compara com 45% das outras indústrias.
Acelerando até ao final de 2021, o mesmo inquérito indica que 67% dos trabalhadores de financeiras já terão regressado ao escritório, ao passo que nas restantes indústrias este número sobe para 75%. Isto significa que as financeiras não estão com pressa de voltar ao ambiente de trabalho tradicional, seja porque irão optar por níveis crescentes de teletrabalho, seja porque estão a redesenhar as instalações de forma a garantir o distanciamento social.
«Temos de olhar com muito cuidado e de pensar metodicamente na forma como as pessoas juntam, onde se juntam quando é necessário e em que número», explica Lydia Campbell, Chief Medical Officer of Corporate Health & Safety da IBM. Citada pelo Business Insider, adianta que todos estes aspectos irão mudar drasticamente.
Seja qual for a indústria, o que é certo é que o regresso ao trabalho trará várias novidades: em muitos casos, é possível que a utilização de máscara se torne obrigatória; os trabalhadores serão incentivados a monitorizar possíveis sintomas; os contactos serão registados; e as portas que não precisem de ser empurradas ou puxadas tornar-se-ão a norma.




