A JLL antecipa alterações nos preços no mercado imobiliário residencial. «O maior impacto será nas casas usadas, que estavam muito caras, devido à falta de oferta de produto novo [haverá, por isso, uma diminuição no preço]. Estima-se que as casas novas mantenham o aumento de preços, embora não tão acentuado», antecipa Maria Empis, head of Strategic Consultancy and Research da consultora imobiliária, na apresentação do estudo Market 360°.
O investimento imobiliário em Portugal superou a barreira inédita de três mil milhões de euros e o valor transaccionado em residencial é histórico, atingindo os 23 mil milhões de euros, além dos mercados ocupacionais de escritórios, retalho e hotelaria estarem também em alta. Mas os níveis recorde atingidos em diversos sectores ao longo de 2018 não deverão voltar a ser superados neste novo ano. “2018 ficará na história do imobiliário, mas também como um ano de máximos da última década na ocupação de escritórios e nos preços das casas. Na promoção imobiliária, há um evidente reavivar da dinâmica e, no retalho e hotelaria, uma vitalidade muito elevada, impulsionada pelo turismo”, comenta Pedro Lancastre, director-geral da JLL.
Espera-se para 2019 que «os escritórios tenham muita procura por parte das multinacionais, com uma aposta de larga escala. Um aumento dos projectos de residencial para a classe média. E um crescimento das chamadas “corevolution”: coliving e coworking a nascerem todos os dias», adianta Maria Empis.
Texto de TitiAna Amorim Barroso














