Locais de trabalho tóxicos podem ser sinónimo de diferentes problemas, sendo que um dos mais evidentes é o assédio. E este problema pode estender-se devido à inacção dos próprios funcionários: 83% dos trabalhadores não reportaria uma situação de assédio que eles próprios tivessem testemunhado. A conclusão é de um estudo elaborado pela Emtrain, com base nas respostas de 40 mil colaboradores de 125 empresas.
Recolhidos os testemunhos, a Emtrain descobriu também que apenas 20% dos funcionários considera que os gestores estão cientes do poder que têm e da forma como conseguem influenciar as interacções no local de trabalho.
O estudo, reportado pela Inc., sugere que existem dinâmicas sociais subtis que os responsáveis pelas empresas desconhecem por completo. Como consequência, poderão perder parte do seu quadro laboral: 29% dos funcionários inquiridos (cerca de um em cada três) já deixou um emprego devido a conflitos no local de trabalho.
A Inc. sublinha que um local de trabalho tóxico não nasce da noite para o dia. Regra geral, é o resultado de meses, ou mesmo anos, de negligência – o tal desconhecimento por parte dos líderes relativamente ao que se passa com as suas equipas.
Existem, porém, algumas soluções possíveis: o CEO da startup Podium, por exemplo, encoraja os seus colaboradores a jogar videojogos no escritório. Não se trata apenas de uma fonte de entretenimento ou relaxamento. É também uma forma de tornar todas as pessoas iguais, já que no jogo não há hierarquias.
Outra estratégia poderá passar por assumir uma atitude de abertura. A sugestão chega de Scott Mautz, autor especializado na área de negócios, segundo o qual os líderes devem ser transparentes, vulneráveis e honestos em termos comunicacionais. Desta forma, os funcionários sentir-se-ão mais confortáveis e à-vontade para falarem e reportarem eventuais problemas.




