As moedas virtuais não são verdadeiras moedas, e há três principais diferenças entre criptoativos e moeda fiduciária.
A primeira diferença é que os criptoativos não são um meio de pagamento usado por todos. Ao contrário do que acontece com o euro, por exemplo, a lei não obriga nenhuma pessoa ou entidade a aceitar criptoativos pelo valor que supostamente têm.
Outra diferença é que as moedas virtuais não são adequadas para preservar riqueza ou para poupar. Não há nenhuma autoridade que se responsabilize por elas e, por isso, o valor delas é muito volátil.
Também neste sentido, a terceira diferença é que, precisamente por serem instáveis, é impossível usar criptoativos para fixar preços. Ou seja, seria impossível se os preços dos bens e serviços estivessem sempre a mudar de acordo com as flutuações das moedas digitais.
O Banco de Portugal alerta que as moedas virtuais são ativos com muitos riscos, e que se pondera adquirir este tipo de ativos, deve estar consciente desses mesmos riscos.





