A Força Aérea Portuguesa (FAP) ainda não concluiu o concurso para a contratação de meios aéreos até 2023, no valor de 156 milhões de euros, facto que faz com que a Protecção Civil esteja com falta de 11 aeronaves, de acordo com o ‘Jornal de Noticias’ (JN).
Os meios aéreos em falta tratam-se de sete helicópteros e quatro aviões anfíbios, que supostamente já deveriam estar a operar desde dia 1 de Janeiro de 2020.
A FAP tem ainda por contratar 26 aeronaves, a dois meses de aumentar o risco de incêndios florestais. Para além dos 11 mencionadas ainda existem outros 15 meios aéreos que a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), deve dispor entre 15 de Maio e 1 de Junho.
Nem a FAP, nem a ANEPC deram qualquer justificação sobre os atrasos na disponibilização de aeronaves. Contudo, de acordo com o relatório final do concurso, a que o JN teve acesso, a demora teve que ver com a queixa feita pela HeliPortugal contra a HTA, vencedora do lote de sete helicópetros, acusando-a de falta de apresentação de documentos administrativos.
Também em 2019 a Protecção Civil atravessou as mesmas dificuldades de falta de aeronaves, devido ao atraso no arranque do concurso da FAP e à «guerra» entre a HTA e a HeliPortugal.








