Programa de abate faz disparar vendas em Espanha

As vendas de automóveis na Europa cresceram 7%, em Fevereiro, para mais de 958 mil unidades, segundo dados da ACEA, a organização que reúne os construtores europeus. Foi o 18º mês consecutivo de crescimento do mercado europeu. No acumulado dos primeiros dois meses do ano, os registos na União Europeia e EFTA rondaram os 1,99 milhões, mais 6,6% que no bimestre homólogo do ano passado. Em Janeiro, o crescimento do Mercado tinha sido de 6,2%. Dos grandes mercados da Europa, o maior crescimento registou-se em Espanha (26%), animado pelo programa de incentivos à compra de carros novos por abate de modelos…

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As vendas de automóveis na Europa cresceram 7%, em Fevereiro, para mais de 958 mil unidades, segundo dados da ACEA, a organização que reúne os construtores europeus. Foi o 18º mês consecutivo de crescimento do mercado europeu. No acumulado dos primeiros dois meses do ano, os registos na União Europeia e EFTA rondaram os 1,99 milhões, mais 6,6% que no bimestre homólogo do ano passado. Em Janeiro, o crescimento do Mercado tinha sido de 6,2%.
Dos grandes mercados da Europa, o maior crescimento registou-se em Espanha (26%), animado pelo programa de incentivos à compra de carros novos por abate de modelos antigos. Itália e Reino Unido também cresceram a dois dígitos. No conjunto de todos os países da região, Portugal (32%), Irlanda (28,3%) e Islândia (26,5%) foram, a par com Espanha e República Checa (21,6%), os campeões do crescimento em Fevereiro.
O grupo Volkswagen cimentou a sua posição de líder no mercado, com um crescimento de 11% nas vendas de Fevereiro. Das marcas do grupo, a Seat registou uma subida de 23%, animada pela chegada ao mercado de novas versões do seu compacto Léon, e a Volkswagen viu as suas vendas aumentarem 13%, sobretudo devido ao sucesso do familiar Passat, recentemente galardoado com os títulos de Carro do Ano, em Portugal e na Europa.
De acordo com um estudo do Center Automotive Research de Universidade de Duisburg-Essen, citado pela Automotive News, as vendas do grupo na Alemanha, o maior mercado europeu, foram impulsionadas pelas grandes campanhas de compras online que, nos casos do Volkswagen Golf, Seat Léon e Skoda Rapid, chegaram a 30% de desconto sobre o preço de tabela nos concessionários.
A PSA Peugeot-Citroen-DS, segundo maior grupo europeu registou um crescimento de 1% nas vendas, com o aumento de 4,1% da marca Peugeot amais do que compensar a quebra da Citroen.
O sucesso do SUV compacto Captur foi o principal motor do aumento de vendas da Renault (14%), que compensaram a ligeira baixa de 0,5% da Dacia. Tudo somado, o terceiro maior grupo europeu fechou Fevereiro 9,8% acima dos registos de há um ano.
A Fiat-Chrysler cresceu 11%, com as novas versões do 500 a suportarem um crescimento de 5,1% da Fiat e as vendas da Jeep a quase triplicarem com o lançamento do mini SUV Renegade.
Entre as marcas premium alemãs, a BMW segurou a liderança, com uma subida de 16% nas suas vendas, devido sobretudo ao monovolume compacto Série 2 Active Tourer e à renovação dos SUVs X3 e X5 e da Mini. A rival Mercedes-Benz também beneficiou da preferência dos compradores por monovolumes compactos, com o seu Classe B, a que juntou o lançamento da nova geração Smart, agora em versões de duas e quatro portas, e a actualização do familiar Classe C. As vendas do grupo progrediram 14%.
Entre as marcas asiáticas, a Nissan cresceu uns impressionantes 27%, continuando a contar com o Qashqai e o Juke e a beneficiar do regresso ao segmento dos modelos compactos, o maior da Europa, com o Pulsar.
A aceleração do ritmo de crescimento confirma a retoma da economia europeia e foi impulsionada pela quebra do preço do petróleo, com impacto directo na baixa dos combustíveis e pelas campanhas agressivas de descontos de algumas marcas. Analistas sondados pela agência Bloomberg antecipam que o mercado europeu poderá fechar o ano com um crescimento homólogo entre os 2% e os 5%. As projecções da ACEA apontam para um crescimento de 2%, para cerca de 13 milhões de unidades, em abrandamento face aos 5,7% de 2014.
“O arranque do ano está claramente acima das expectativas e faz com essas estimativas até possa parecer conservadoras”, referiu à Bloomberg, Sascha Gommel, analista do Commerzbank. “As perspectivas económicas e a política de taxas de juro baratas do Banco central Europeu são factores que vão encorajar a compra de automóveis”.
 
Consulte os dados oficiais da ACEA, aqui.
 
 
 
 
 
 
 

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