Processo Doyen: Rui Pinto chama director da PJ para o defender

Rui Pinto, chamou o director nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, como testemunha de defesa no processo Doyen, onde o pirata informático é acusado de 90 crimes.

Revista de Imprensa

Rui Pinto, chamou o director nacional da Polícia Judiciária, Luís Neves, como testemunha de defesa no processo Doyen, onde o pirata informático é acusado de 90 crimes, nomeadamente tentativa de extorsão, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).

Segundo a mesma publicação, para além de Luís Neves o hacker conta ainda como testemunhas como o norte-americano, Edward Snowden, conhecido whistleblower e antigo analista de informação, que está agora exilado na Rússia por ser procurado pela polícia americana, sendo ouvido por videoconferência, a pedido da defesa.



Snowden foi o autor de uma das maiores fugas de informação de que há memória, que implicou a National Security Agency (NSA) num escândalo de utilização abusiva de dados pessoais de cidadãos americanos.

Para além destes a defesa conta ainda com outras testemunhas: o treinador do Benfica, Jorge Jesus e também o ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, num total de 45.

De recordar que Rui Pinto entregou em 2018 provas sobre crimes no futebol, através de três denúncias anónimas feitas no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Contudo até à data, para além do processo Doyen não existe mais nenhuma investigação a decorrer em relação a este tema, segundo o ‘CM’.

O hacker tem ajudado as autoridades de vários países, nomeadamente França, Suíça e Bélgica, no combate a este e outros crimes, mas também as portuguesas, manifestando desde sempre o interesse nos relatórios e contas dos clubes nacionais.

Foi precisamente pela sua colaboração com a PJ que Rui Pinto conseguiu sair em liberdade depois de ter estado preso durante cerca de um ano e meio, por alegados crimes informáticos. A suspensão dos processos em que está envolvido aconteceu num «acordo inédito» da Justiça portuguesa, em que o hacker conseguiu ser libertado como arguido e simultâneamente como testemunha protegida.

A colaboração «essencial» de Rui Pinto foi um dos argumentos utilizados pelo director da Polícia Judiciária (PJ) e do DCIAP, para sensibilizar o tribunal que o vai julgar e amenizar a sua decisão. A informação que o hacker tem pode ser «determinante» para a Justiça, em alguns casos, desde o futebol, passando por Isabel dos Santos, até ao caso BES.

Rui Pinto começa a ser julgado a 4 de Setembro por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.

O criador da plataforma Football Leaks e responsável pelo processo Luanda Leaks, em que a Isabel dos Santos é a principal visada, está em liberdade, por decisão da juíza Margarida Alves, encontrando-se agora inserido no programa de protecção de testemunhas em local não revelado e sob protecção policial, por questões de segurança.

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