Processo da EasyJet por violação de dados conta já com 10 mil queixas

Até ao momento, mais de 10 mil pessoas aderiram ao processo desde que foi aberto, em maio.

Sónia Bexiga

A companhia low-cost EasyJet está a enfrentar um processo por violação de dados, tornado público no mês passado, que potencialmente expôs dados pessoais de 9 milhões de passageiros.

Até ao momento, mais de 10 mil pessoas aderiram ao processo desde que foi aberto, em maio, de acordo com o escritório de advogados PGMBM, citado pela ‘Bloomberg’.



As vítimas têm direito a até 2.500 dólares em compensação, o que significa que o caso pode valer peerto de 20 mil milhões de dólares.

A EasyJet confirmou que os endereços de e-mail e dados de viagens de cerca de 9 milhões de clientes foram capturados por hackers, numa das maiores violações de privacidade que atingiram o setor aéreo.

Os detalhes do cartão de crédito de aproximadamente 2.200 pessoas também foram roubados.

“Trata-se de uma perda de dados monumental e uma terrível falha de responsabilidade que tem um sério impacto nos clientes da EasyJet, que podem chegar a ser muitos milhares”, disse Tom Goodhead, sócio-gerente da PGMBM, em comunicado.

“São informações pessoais que confiamos às empresas e os clientes devem esperar que sejam feitos todos os esforços para proteger sua privacidade”, reforça.

A companhia também veio sublinhar que, após discussões com o regulador de dados do Reino Unido, “notificou aproximadamente nove milhões de clientes adicionais com bastante cautela para alertá-los sobre o risco potencialmente aumentado de e-mails de phishing. Não há evidências de que informações pessoais de qualquer natureza, incluindo dados de cartão de crédito, tenham sido usadas indevidamente”.

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