PRIO: Energia limpa, impacto real

A PRIO transforma óleos usados em biocombustível, reduzindo emissões e promovendo eficiência energética e economia circular

Executive Digest

A PRIO transforma óleos usados em biocombustível, reduzindo emissões e promovendo eficiência energética e economia circular. 

A PRIO dispõe, actualmente, de um dos maiores ecossistemas de recolha e valorização de óleos alimentares usados (OAU) em Portugal, coordenando mais de 500 pontos de recolha para entrega no Centro de Produção de Biocombustível em Aveiro. Nesta unidade, a empresa produz biocombustível a partir de matérias- primas residuais, incluindo resíduos urbanos e industriais. Em entrevista à Executive Digest, Carlos Baptista, director comercial PRIO Green Fuels e PRIO ecowaste, explica como a empresa tem assumido um compromisso sério com a sustentabilidade e eficiência energética, a partir de uma oferta de combustíveis que permitem reduzir o impacto ambiental, como o ECO Diesel, bem como o ZERO Diesel B100, posicionando estes produtos como um «eixo central de redução de emissões para clientes de vários sectores».

A parceria com a Portway ilustra o potencial desta abordagem: desde o início, o abastecimento de equipamentos de apoio às aeronaves, como pushbacks e autocarros, permitiu um consumo superior a 75 mil litros de FLEX Diesel, um combustível com 30% a 50% de biocombustível, bem como o ZERO Diesel B100, um combustível 100% biocombustível, resultando na redução de 100 toneladas de CO2, sem necessidade de alterações nos equipamentos ou nos processos operacionais.

O sector marítimo é também apontado como uma «prioridade estratégica». O transporte marítimo internacional é responsável por cerca de 2,5% das emissões globais de gases com efeito de estufa, podendo esse valor aumentar entre 50% e 250% até 2050, caso não sejam adoptadas medidas de mitigação.

Neste contexto, os ECO Bunkers, misturas com mais de 15% de biocombustível avançado, produzido a partir de matérias-primas residuais, combinadas com gasóleo marítimo de elevada qualidade, surgem como uma resposta directa a este desafio: do até 18% de redução das emissões de CO2 e até 10% do consumo de combustível, sem investimento adicional em navios ou motores.

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De acordo com Carlos Baptista, «o crescimento da procura reflecte uma adopção crescente por parte dos clientes, que utilizam estes produtos como diferencial competitivo e instrumento efectivo para cumprir os seus próprios compromissos de descarbonização, numa transição que, para a PRIO, começa hoje».

Inovação e sustentabilidade

Um dos maiores desafios identificados pela PRIO é garantir a disponibilidade de matérias-primas residuais, o que tem levado a empresa a diversificar as suas fontes de sustentáveis e a investir em parcerias e redes de recolha.

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A par disso, a empresa enfrenta o desafio de «manter a competitividade dos biocombustíveis face aos combustíveis fósseis», considerando que estas soluções são tecnológicas e industrialmente mais recentes. Além disso, mantém o foco em «equilibrar custo, impacto ambiental e competitividade», reforçando que a transição energética será possível com «soluções sustentáveis e economicamente viáveis».

A par disso, a empresa enfrenta o desafio de «manter a competitividade dos biocombustíveis face aos combustíveis fósseis», considerando que estas soluções são tecnológicas e industrialmente mais recentes. Além disso, mantém o foco em «equilibrar custo, impacto ambiental e competitividade», reforçando que a transição energética será possível com «soluções sustentáveis e economicamente viáveis».

É este equilíbrio que permite à PRIO manter uma trajectória consistente de inovação, assegurando ao mesmo tempo a competitividade dos seus produtos e a viabilidade do modelo de negócio num sector em rápida transformação.

Eficiência que move negócios

A PRIO tem apostado de forma consistente na melhoria contínua da sua eficiência energética, através da optimização dos processos industriais e logísticos, o que tem permitido reduzir consumos e emissões ao longo de toda a cadeia de operação.

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Para exemplificar esta realidade, no Complexo de Novas Energias no Porto de Aveiro, a integração crescente de energia renovável representa cerca de 15% do autoconsumo, «reforçando a autonomia operacional e diminuindo a dependência de fontes fósseis», garante o responsável.

Este compromisso traduz-se na implementação de soluções que «tornam a operação mais eficiente e sustentável», como a instalação de painéis e a adopção de sistemas de recirculação de água e vapor, assegurando a utilização mais eficiente dos recursos e a reutilização anual de mais de 12 mil toneladas de água.

A monitorização contínua e rigorosa das operações permite, segundo o director, «identificar oportunidades de melhoria em tempo real e alcançar ganhos progressivos e mensuráveis na eficiência energética. » Esta abordagem integrada reflecte um compromisso estrutural da empresa com a redução da pegada carbónica e a evolução constante das suas práticas operacionais.

Economia circular em acção

A PRIO aposta na inovação contínua e na eficiência energética em toda a cadeia operacional. Para esse efeito, a empresa conta com uma rede nacional de mais de 500 oleões, abrangendo o sector doméstico e apoiada por parceiros licenciados para a recolha e tratamento. De acordo com o profissional, «estes operadores garantem também a recolha eficiente no canal HORECA».

A matéria-prima residual é depois encaminhada para o centro de produção de biocombustível em Aveiro, onde é transformada em biodiesel. Cada 1000 litros de óleo recolhido permite produzir cerca de 950 litros de biocombustível.

O biodiesel resultante é reintegrado no mercado sob a forma de energia limpa, alimentando soluções como o ECO Diesel e os ECO Bunkers, contribuindo simultaneamente para a descarbonização do transporte rodoviário e do transporte marítimo. Neste sentido, «um resíduo que poderia representar um grave problema ambiental torna-se um recurso energético de elevado valor estratégico para a economia nacional», afirma Carlos Baptista.

Em relação à recolha de óleos alimentares, destaca que «o impacto é muito significativo.» Do ponto de vista ambiental, esta prática impede a contaminação de recursos hídricos, uma vez que um litro de óleo pode poluir até um milhão de litros de água, e evita a emissão de cerca de 14 toneladas de gases com efeito de estufa por cada tonelada de óleo reciclado.

No plano energético, o responsável sublinha que a iniciativa constitui uma alternativa concreta aos combustíveis fósseis, permitindo que «estes resíduos sejam transformados em biocombustíveis avançados, capazes de reduzir significativamente as emissões de CO2 em comparação com o gasóleo convencional».

 A inovação tecnológica como estratégia central

Para Carlos Baptista, «a inovação tecnológica é central na estratégia da PRIO, quer ao nível da optimização da eficiência industrial, quer no desenvolvimento de novos combustíveis de baixo carbono», assente no investimento contínuo na optimização dos seus processos produtivos, através da integração de tecnologias que permitem reduzir consumos e aumentar a eficiência. Em simultâneo, a empresa tem desenvolvido biocombustíveis avançados adaptados a diferentes sectores, nomeadamente o transporte rodoviário e o transporte marítimo.

As soluções ECO Bunkers B15, B20 e B30 são exemplo disso, permitindo reduzir significativamente as emissões de navios e posicionando a PRIO na linha da frente da descarbonização de sectores de difícil electrificação. «Esta capacidade de adaptar soluções às necessidades reais dos mercados constitui um factor determinante para acelerar a transição energética em Portugal», sublinha.

A PRIO tem aprofundado o desenvolvimento de biocombustíveis avançados, e os primeiros projectos- piloto, incluindo testes no sector marítimo, com resultados «muito positivos em termos de redução de emissões e desempenho operacional».

Estas experiências reforçam a confiança da empresa na evolução de soluções com maior integração de biocombustível e no aproveitamento de novas matérias-primas residuais.

Literacia energética para o futuro

O director considera que é fundamental «reforçar a sensibilização da população para a reciclagem de óleos alimentares usados, especialmente no sector doméstico», uma vez que se concentra a maior parte do desperdício, promovendo simultaneamente a adopção de melhores práticas de reciclagem.

Destaca ainda a importância de «promover uma comunicação clara e acessível sobre os benefícios dos biocombustíveis, tanto ao nível da redução de emissões como da protecção dos recursos hídricos».

As parcerias com entidades públicas e privadas são igualmente apontadas como essenciais para «promover a educação energética e facilitar a adopção de comportamentos mais sustentáveis».

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Ecologia, eficiência energética e energias renováveis”, publicado na edição de Abril (n.º 241) da Executive Digest.

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