O primeiro-ministro do Japão apresentou esta sexta-feira a demissão do cargo, por motivos de saúde.
A notícia foi inicialmente avançada pela televisão estatal japonesa NHKe confirmada há instantes pelo próprio Shinzo Abe, numa conferência de imprensa.
Abe irá permanecer no cargo até que seja escolhido um sucessor, num processo que deverá passar por uma eleição realizada pelo partido que está no poder.
As preocupações sobre o problema crónico de saúde de Abe voltaram à discussão pública desde o início do verão e intensificaram-se neste mês, quando deu entrada por duas vezes num hospital de Tóquio, para realizar exames não especificados.
Abe, em 2007, demitiu-se abruptamente, na primeira vez que ocupou o cargo, também devido a problemas de saúde, e lidera o Governo desde final de 2012, um recorde de longevidade para um primeiro-ministro japonês.
A notícia da saída de Abe começa a surtir os mais diversos efeitos e os mercados já dão sinais. O índice Nikkei fechou a perder 1,41% enquanto o Topix desceu para 0,68%.
“As negociações, provavelmente, vão permanecer voláteis por enquanto, uma vez que o mercado irá estar atento ao seu sucessor”, disse à AFP Toshikazu Horiuchi, um corretor da IwaiCosmo Securities.





