Presidente da Moldova acusa Rússia de comprar votos antes das legislativas

Chefe de Estado, pró-europeia, defendeu que “a Europa vai parar na fronteira com a Moldova” caso as forças pró-Rússia vençam as eleições do próximo domingo

Executive Digest com Lusa
Setembro 22, 2025
19:15

A presidente da Moldova, Maia Sandu, denunciou hoje que a independência e a soberania do país estão em perigo devido às ações da Rússia, acusando Moscovo de tentar influenciar as próximas eleições legislativas.

“O Kremlin está a gastar centenas de milhões de euros para comprar centenas de milhares de votos em ambas as margens do [rio] Dniester e no estrangeiro. Se a Rússia assumir o controlo da Moldova, as consequências serão sentidas imediatamente, tanto no nosso país como em toda a região”, declarou Sandu num discurso televisivo, citada pela publicação NewsMaker.

A chefe de Estado, pró-europeia, defendeu que “a Europa vai parar na fronteira com a Moldova” caso as forças pró-Rússia vençam as eleições do próximo domingo, acrescentando que a situação na região separatista da Transnístria ficará “desestabilizada”, nesse cenário.

Sandu disse ainda que Moscovo “tem cúmplices na Moldova”, pessoas que, segundo a presidente, “já demonstraram no passado estar dispostas a vender o país por dinheiro”.

Horas antes do discurso, as forças de segurança moldavas anunciaram ter realizado mais de 250 buscas no âmbito de uma investigação por “preparação de distúrbios em massa e desestabilização da situação” antes das eleições, tendo feito 74 detenções.

A oposição pró-Rússia denunciou a existência de um ambiente de perseguição política e o ex-presidente e líder socialista Igor Dodon acusou mesmo o governo de tentar intimidar críticos e garantir a vitória do Partido de Ação e Solidariedade (PAS), no poder.

Analistas consideram que, tal como no referendo pró-europeu de outubro de 2024, o voto da diáspora moldava poderá ser decisivo.

Centenas de milhares de emigrantes vivem em países como Itália, Espanha e Portugal, e poderão novamente inclinar o resultado a favor das forças pró-europeias.

Ainda assim, alguns observadores antecipam que o PAS de Maia Sandu só conseguirá manter-se no poder através de uma coligação com partidos minoritários.

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