Portugal representa 27% do malparado vendido na Ibéria em 2019

A transação de crédito malparado na Ibéria estabilizou em cerca de 30 mil milhões de euros em 2019, de acordo com o jmais recente estudo elaborado pela Prime Yield.

Sónia Bexiga

2019 foi outro ano de grande dinâmica para a venda de portefólios de crédito malparado na Ibéria, com o volume de investimento agregado a totalizar cerca de 30 mil milhões de euros, segundo a edição de 2020 do estudo “Keep an Eye on the NPL & REO Markets”, focado no potencial de negócios de Non-Performing Loans (NPL, ou o chamado crédito malparado) em Portugal, Espanha, Grécia e Brasil, elaborado pela Prime Yield.

Particularmente sobre o mercado português, o estudo apurou que o nosso país representa 27% deste volume, estabilizando as vendas num patamar de 8 mil milhões de euros, um máximo atingido pela primeira vez o ano passado e agora repetido.



Para este cenário, Espanha contribui com 73% do investimento em NPL neste território, mas, ao contrário de Portugal, registou uma descida no volume de vendas para cerca de 22 mil milhões de euros, o que se traduz na consolidação neste patamar do mercado espanhol, depois de transacionar num pico excecional de 60 mil milhões em 2018.

Quanto a 2020, a Prime Yield estima que ambos os mercados sigam a tendência de forte atividade de 2019.

“Agora que o boom das vendas dos grandes portefólios da banca parece ter ficado para trás em Espanha, os negócios no mercado secundário e as securitizações estão a ganhar ritmo. Isto significa que continuam a haver muitas oportunidades interessantes neste mercado, que é um dos mais maduros na Europa. Espera-se assim que a venda destas carteiras estabilize em 2020, seguindo o nível de atividade de 2019”, reforça Nelson Rêgo, diretor geral da Prime Yield e responsável pelos serviços de avaliação de portefólios da Gloval.

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