Portugal será um dos países mais lentos a executar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), perspetivando deixar a grande maioria dos investimentos previstos para depois de 2022, ao contrário de outros países da União Europeia, que preveem gastar em força os fundos dedicados à recuperação da pandemia já este ano e no próximo, segundo o ‘Jornal de Negócios’.
O think tank europeu Bruegel, que apresentou as anteriores conclusões, comparou os planos de recuperação que já foram entregues pelos países europeus e concluiu que, neste momento, apenas Portugal, República Checa, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Hungria e Espanha apresentaram uma previsão anual de execução destes fundos, até 2026.
Espanha, Alemanha e Dinamarca pretendem começar a executar em força a despesa prevista nos seus planos de recuperação em 2021, mas Portugal só avança com os planos em 2023.
O contraste é significativo entre Portugal e Espanha que, apesar de serem os primeiros a receber o dinheiro de Bruxelas, vão aplicar os fundos a ritmos diferentes.
Espanha será mais rápida a gastar o dinheiro em 2021 e 2022, enquanto Portugal aposta numa repartição equilibrada do investimento realizado nos próximos seis anos.
Recorde-se que, no PRR português, o Executivo de António Costa comprometeu-se a executar este ano 15,2% dos 16,6 mil milhões de euros, entre subvenções a fundo perdido e empréstimos.
Em agosto, Portugal deverá receber uma primeira tranche de 2,1 mil milhões de euros.
No próximo ano, a parcela a ser entregue pela Comissão Europeia sobe para 19,9%, mas será em 2023 que o Governo português mais pretende gastar (23,1%), abrandando depois o ritmo utilização dos fundos para 20,7%, 18% e 3,1% em 2024, 2025 e 2026.










