As rendas máximas admitidas no programa de arrendamento acessível, Porta 65, vão duplicar em cidades como Lisboa e Porto, devido às atualizações feitas através da compatibilização com os valores definidos no Programa de Arrendamento Acessível, avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação, até agora, quem quisesse candidatar-se ao programa – que visa apoiar os jovens até 35 anos na renda de casa – teria de ser já titular de um contrato de arrendamento para habitação permanente, com uma renda associada que não ultrapasse os limites definidos, para cada região.
No entanto, estes valores foram estabelecidos em 2010 e apesar de haver uma atualização anual, continuam desfasados do mercado de arrendamento, até porque, adianta o jornal, desde esse ano os valores aumentaram uma média de 13% em todas as tipologias e regiões.
Numa tentativa de solucionar essa questão, o acesso ao programa foi flexibilizado através da compatibilização com as regras do Programa de Arrendamento Acessível, que é mais recente e tem valores mais próximos da realidade do mercado.
Com estas alterações, mostram cálculos feitos pelo jornal, o Porto estará no topo dos municípios mais beneficiados, passando de uma renda máxima permitida pelo Porta 65 468 euros para um T1para 775 euros, uma subida de 65%. No caso de um T3, a atualização é de 106%, subindo de 581 euros para 1200 euros.
Também em Lisboa, é notório o aumento, mas sobretudo nas casas de maiores dimensões. Um T5 que antes tinha uma renda máxima admitida de 869 euros, vai passar para 1700 euros. Num T3 a renda máxima passa de 756 euros para 1375 e num T1 DE 581 euros para 900 euros.
Em outros concelhos, como os do Algarve, nomeadamente Albufeira, Castro Marim, Lagos, Loulé e Tavira, vão observam-se “alterações significativas”, com a renda máxima prevista para um T3 a aumentar em quase 90%, de 490 euros para 925 euros.




