Polícia à beira de protesto nacional

Congelamento dos salários e falta de promoções na carreira levaram a uma concentração em frente ao Ministério da Administração Interna. Para já, ficou o aviso.

Executive Digest

Os polícias admitem convocar um grande protesto nacional devido ao congelamento dos salários e à falta de promoções na carreira. Esta quarta-feira concentraram-se em frente ao Ministério da Administração Interna onde afixaram vários cartazes com críticas ao Governo.

“Não vale a pena estar a encobrir aquilo que é a atividade policial. São 700 euros em início de carreira para poder ser assassinado no desempenho das funções”, adianta Armando Ferreira, Presidente do Sindicato Nacional da Polícia, em entrevista à SIC.



Cansados de esperar por aumentos de salários, pagamento de subsídios de risco e pela abertura de novos concursos, dizem-se abandonados pelo Estado: “Estamos a terminar o ano 2020 e ainda não abriu nada que nos garanta promoções em 2021, não podemos aceitar isso. Somos uma profissão em que não é reconhecido o valor nem pelo Governo, nem pelas próprias direções sucessivas que têm existido”, lamenta o responsável.

E assim, admitem voltar aos protestos em larga escala. “Se nada for feito por parte do Governo para resolver os problemas da nossa profissão, o mais certo é, com covid ou sem covid, termos esta praça [Terreiro do Paço] cheia de polícias. Não queremos estar a recorrer a isso mas tudo dependerá da resposta do Governo”, conclui o responsável.

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