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Pfizer: Criar valor para os clientes

Trabalhar na Pfizer é um projecto que procura ir além dos limites da ciência para criar algo com impacto profundo na vida dos doentes. Esta foi, aliás, a razão para o renovado ênfase no propósito da Pfizer: “Breakthroughs that change patients’ lives” – Inovação que transforma a vida dos doentes. «Um propósito claro, que define quem somos como empresa e guia a nossa cultura, orientando tudo o que fazemos e inspirando os nossos mais de 90 mil colaboradores em todo o mundo.

Quando falamos de Breakthroughs/Inovação, falamos de grandes descobertas científicas, mas também de avanços na forma como trabalhamos, na forma como nos relacionamos com os nossos stakeholders e na forma como garantimos o acesso aos nossos medicamentos e vacinas», dá-nos conta Paulo Teixeira, Country Manager da Pfizer Portugal.

Nesse sentido, desde Janeiro último, foi implementada uma reorganização da companhia em três negócios distintos, permitindo capitalizar melhor a dinâmica única e em evolução dos respectivos mercados: a Pfizer Biopharmaceuticals Group dedicada aos medicamentos inovadores e biossimilares, composta por seis unidades focadas em diferentes áreas terapêuticas: Inflamação & Imunologia, Oncologia, Doenças Raras, Medicina Interna (cardiovascular, cessação tabágica e dor), Vacinas e Unidade Hospitalar (anti-infecciosos); a Upjohn diz respeito a medicamentos estabelecidos (sem patente) de marca e genéricos; e a Consumer Healthcare, referente a medicamentos de venda livre e suplementos alimentares.

Para permitir focar-se no propósito de “Inovar para transformar a vida dos doentes”, a Pfizer anunciou inclusivamente o acordo recente com a GlaxoSmithKline para formar uma nova joint-venture Consumer Healthcare e um mais recente acordo para a combinação da UpJohn-Mylan.

«Ao reorganizar os nossos negócios, simplificamos a nossa estrutura, processos e governança, iniciando um grande esforço digital para automatizar e melhorar a eficácia operacional. Estas são medidas que também permitem a libertação de capital que pode assim ser reinvestido, principalmente na inovação científica e comercial, mas também noutros factores-chave de crescimento, incluindo no desenvolvimento de novos negócios e na produção», reforça.

UM PIPELINE PROMISSOR

A Pfizer global facturou 53,6 mil milhões de dólares tendo investido 8 mil milhões de dólares em Investigação e Desenvolvimento (I&D), em 2018. São números que se traduzem num impacto positivo na vida de mais de 784 milhões de pessoas em todo o mundo.

«As nossas vacinas protegeram mais de 65 milhões de crianças e adultos, ajudámos a reduzir o risco cardiovascular em mais de 48 milhões de pessoas, 3 milhões de pessoas passaram a ser ex-fumadores e mais de 1,2 milhões teve acesso a tratamento na área de oncologia», refere Paulo Teixeira visivelmente orgulhoso. No caso concreto de Portugal, entre 2018 e o primeiro semestre de 2019, foram disponibilizados 10 novos medicamentos e indicações nas áreas da oncologia e imunologia e inflamação, nomeadamente para o tratamento da colite ulcerosa, artrite psoriática, carcinoma de células renais avançado, cancro da mama e gástrico, cancro do pulmão de não pequenas células, leucemias mielóide aguda e crónica.

«O desafio que vivemos é garantir que todos os doentes em Portugal têm acesso ao tratamento que necessitam, quando necessitam, e independentemente do local onde são tratados», alega. Actualmente, com 101 projectos de investigação em curso, entre os quais 54 novas entidades moleculares, 44 novas indicações e três biossimilares, o foco está nas áreas da oncologia, inflamação e imunologia, doenças raras, vacinas e anti-infecciosos.

Como plataforma chave de I&D, «estamos a investir na medicina de precisão em toda a nossa organização, partindo da nossa experiência em oncologia para alargar os benefícios da medicina de precisão a outras áreas, como doenças raras e imunologia. Estamos a explorar biomarcadores genéticos, fenotípicos e funcionais para identificar populações-alvo que irão guiar as estratégias clínicas. Estamos a trabalhar no sentido de tornar real a promessa da terapia génica, sobretudo para os milhões de doentes que vivem com doenças genéticas raras e que não encontram resposta no standard of care de hoje.

A terapia génica é a próxima geração de medicamentos direccionados para a causa subjacente de uma doença genética. Tem o potencial de oferecer aos doentes um benefício clínico transformacional e melhorar drasticamente a qualidade de vida. Essas terapêuticas inovadoras únicas irão transformar o paradigma de tratamento em todo o mundo nos próximos anos», chama a atenção o director-geral da Pfizer para o mercado nacional.

Referindo ainda que a perspectiva que tem para o futuro da empresa em Portugal não pode ser alheia ao contexto económico e às opções políticas com impacto na activi- dade. «A orçamentação adequa- da do Serviço Nacional de Saúde e um esforço sério das autoridades no sentido de melhorar os pra- zos de avaliação das tecnologias inovadoras são condições indispensáveis para que os portugueses tenham acesso aos melhores cuidados de saúde, em condições de igualdade com os outros europeus.

Estes são igualmente requisitos fundamentais para continuar a promover a participação de investigadores e centros de investiga- ção portugueses em projectos de I&D e captar mais investimento em I&D para Portugal, numa cooperação real para o desenvolvimento do país. Precisamos de preparar o futuro. O actual enquadramento – desde o processo regulamentar até à gestão do financiamento – não foi desenhado para a inova- ção biomédica a que assistimos nos dias de hoje e é preciso actualizá-lo para conseguirmos acompanhar o desenvolvimento de terapêuticas transformadoras e até mesmo disruptivas.

É preciso dar prioridade ao debate urgen- te que esta evolução impõe, para assim optimizar o acesso dos doen- tes a esta inovação, com poten- cial de transformar radicalmen- te os cuidados de saúde», faz questão de referir. Após um período marcado pelo impacto da perda de exclusividade de alguns dos principais medicamentos, a Pfizer está a atravessar um momento de confiança e prepara-se para um crescimento sustentável. Para Paulo Teixeira três factores interligados criarão oportunidades significativas para o crescimento da Pfizer nos próximos anos.

«Macro-tendências, como o envelhecimento da população e o crescimento da classe média nos mercados emergentes, que resultarão num aumento do número de pessoas que procuram acesso a cuidados de saúde, incluindo medicamentos; o potencial de lançar três a cinco novos medicamentos/extensões de linha por ano, nos próximos cinco anos; e a expectativa de beneficiar de uma redução drástica das perdas de exclusividade até a segunda metade da próxima década.» O director-geral acredita que tem hoje um dos mais fortes e promissores pipelines da história da Pfizer.

Já que nos próximos seis anos, é expectável o lançamento de 25 novos medicamentos com potencial de se tornarem blockbusters. São números impressionantes que reforçam uma promessa de confiança no crescimento futuro.

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