Petrolíferas vendem mais mas facturam menos

Segundo dados revelados pela Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, as petrolíferas estão a vender mais combustível após uma época de crise intensa, ainda que isso não se reflicta na facturação. No passado mês de Junho, comparativamente ao mesmo período de 2014, registou-se um aumento de 5,7% do consumo mensal de gasolina e gasóleo em 2,1% e 11,6% face aos anos de 2012 e 2013, respectivamente. Contudo, o presidente da Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas, António Comprido, em entrevista ao Diário Económico, explica que estes números não espelham uma maior facturação ou lucro acrescido para as empresas do sector. Na prática, os condutores abastecem mais a um preço inferior ao de 2014. Além disso, a obrigatoriedade de venda de combustíveis sem aditivos não ajuda ao mercado, uma vez que muitos operadores tiveram de abdicar de combustíveis premium que proporcionavam claramente maiores margens de rentabilidade. Recorde-se que recentemente a Galp, a BP, a Repsol e a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), colocaram uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa, com a intenção de suspender a legislação que as obriga a disponibilizar combustíveis simples, sem aditivos, na sua rede de distribuição (Veja mais aqui). O relatório da Entidade Nacional para…

Mariana Dias

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Segundo dados revelados pela Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, as petrolíferas estão a vender mais combustível após uma época de crise intensa, ainda que isso não se reflicta na facturação.

No passado mês de Junho, comparativamente ao mesmo período de 2014, registou-se um aumento de 5,7% do consumo mensal de gasolina e gasóleo em 2,1% e 11,6% face aos anos de 2012 e 2013, respectivamente.

Contudo, o presidente da Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas, António Comprido, em entrevista ao Diário Económico, explica que estes números não espelham uma maior facturação ou lucro acrescido para as empresas do sector.

Na prática, os condutores abastecem mais a um preço inferior ao de 2014. Além disso, a obrigatoriedade de venda de combustíveis sem aditivos não ajuda ao mercado, uma vez que muitos operadores tiveram de abdicar de combustíveis premium que proporcionavam claramente maiores margens de rentabilidade.

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Recorde-se que recentemente a Galp, a BP, a Repsol e a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), colocaram uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa, com a intenção de suspender a legislação que as obriga a disponibilizar combustíveis simples, sem aditivos, na sua rede de distribuição (Veja mais aqui).

O relatório da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis revela que a margem bruta, entre o início de Janeiro e o final de Junho de 2015, em Portugal, caiu 1,1% e 0,1 cêntimos por litro para o gasóleo e gasolina, respectivamente. Estes valores, refere o organismo que supervisiona o sector, correspondem a uma diminuição de 6,4%, no gasóleo e 0,3%, na gasolina.

Como factor agravante para as operadoras surge a concorrência dos hipermercados e outras marcas que oferecem promoções e campanhas bastante apelativas para os seus clientes. Estas detêm uma quota de 28,4%, em volume e 27% em valor.

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Portugal é o nono país com o preço médio, antes de impostos, mais elevado no gasóleo, ocupando o 12º lugar após impostos. No caso da gasolina, Portugal é o quarto mais caro, subindo para sétimo quando incorporada a fiscalidade.

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