Pensões mínimas sobem até 54 cêntimos por dia

A conclusão é do economista Eugénio Rosa.

Revista de Imprensa

As pensões mínimas de centenas de milhares de reformados tiveram nos últimos anos “aumentos de miséria”. A conclusão é do economista Eugénio Rosa, que frisa que, entre 2015 e 2020, os acréscimos “variaram entre 4 cêntimos e 54 cêntimos por dia”.

Os aumentos nas pensões mínimas não contributivas, ou seja, pagas de forma solidária a trabalhadores sem descontos – casos de muitos idosos que vivem da agricultura de subsistência – até 275,39 euros “têm sido ridículos e inaceitáveis”, afirma o economista da CGTP, citado pelo Correio da Manhã.

As contas feitas por Eugénio Rosa mostram que a pensão mínima do regime geral estava nos 261,95 € em 2015, tendo crescido para 275,39 euros em 2020. Em cinco anos, estes reformados viram a pensão crescer 13,44 euros. Nas pensões agrícolas, o acréscimo também foi limitado: avançou de 241,82 euros para 254,13 euros. Ou seja, mais 12,31 euros. Já as pensões sociais passaram de 201,53 euros para 211,79 euros, ou seja, pouco mais de dez euros em cinco anos.

Para quem trabalhou alguns anos e fez descontos e que, ainda assim, só tem direito à pensão mínima, o cenário não é mais animador. Um reformado que fez entre 15 e 20 anos de descontos para a Segurança Social tem este ano 2,01 euros de atualização na reforma. Segundo o economista Eugénio Rosa, trata-se de um acréscimo de 7 cêntimos por dia.

O mesmo acontece na Caixa Geral de Aposentações: quem descontou entre 5 e 12 anos para este regime conta com um acréscimo diário de seis cêntimos no valor recebido.

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