Paulo Gonçalves condenado a pena suspensa no processo E-Toupeira

Funcionário judicial José Augusto Silva foi igualmente condenado a pena suspensa

Francisco Laranjeira

O antigo assessor jurídico do Benfica, Paulo Gonçalves foi condenado a de dois anos e seis meses de pena suspensa no âmbito do processo E-Toupeira pelo no Juízo Central Criminal, no Campus da Justiça, em Lisboa. A defesa do antigo responsável dos encarnados já prometeu recorrer da decisão.

O funcionário judicial José Augusto Silva foi igualmente condenado a cinco anos de pena suspensa. O terceiro arguido do processo, Júlio Loureiro, foi absolvido.



O funcionário judicial Júlio Loureiro foi acusado de um crime de corrupção passiva, enquanto o funcionário judicial José Augusto Silva respondeu por um crime de corrupção passiva, seis de violação do segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo, 28 de acesso ilegítimo e um de peculato.

Em declarações à Lusa, o advogado Tiago Rodrigues Bastos confirmou a condenação de Paulo Gonçalves, salientando que o tribunal apenas validou a acusação do crime de corrupção entre os 50 crimes que lhe eram imputados.

“Foi uma surpresa a condenação pelo crime de corrupção, dada a inexistência de qualquer prova da prática deste crime, pelo que iremos recorrer”, afirmou.

Paulo Gonçalves, antigo assessor jurídico da SAD do Benfica, tinha sobre ele acusações de seis crimes de violação do segredo de justiça, 21 de violação de segredo por funcionário, nove de acesso indevido, nove de violação do dever de sigilo, em coautoria, além de um crime de corrupção ativa, dois de acesso indevido e dois de violação do dever de sigilo.

O caso E-Toupeira remonta a 2018 e, segundo a acusação do Ministério Público, o presidente da Benfica SAD, Luís Filipe Vieira, teve conhecimento e autorizou a entrega de benefícios aos dois funcionários judiciais, por parte de Paulo Gonçalves, a troco de informações sobre processos em segredo de justiça, envolvendo o Benfica, mas também clubes rivais. Mas na fase de instrução, a SAD do Benfica e Luís Filipe Vieira acabaram por não ser pronunciados.

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