Patrões reticentes com subida de salário mínimo. «É prematuro»

Os patrões continuam a mostrar-se reticentes com a subida de salário mínimo, considerando que ainda é «prematuro» pensar nessas questões.

Revista de Imprensa

Apesar de o Governo já ter aberto a porta a uma subida «significativa» do salário mínimo no próximo ano, os patrões continuam a mostrar-se reticentes com esta ideia, considerando que ainda é «prematuro» pensar nessas questões, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).

A justificação dada pelos profissionais, segundo o ‘CM’, é o facto de «a crise estar a atingir de forma diferenciada os vários sectores», tal como explica, João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio (CCP), que considera que a altura ideal para começar a debater essa medida será em finais de Outubro ou Novembro, consoante a evolução da crise de saúde pública.



A mesma reticência é manifestada também pela Confederação Empresarial de Portugal e a Confederação do Turismo, de acordo com a mesma publicação.

O Ministro das Finanças , João Leão, disse à RTP que o aumento do salário mínimo nacional seria uma medida na qual o Governo quereria apostar. «A nossa intenção é, no próximo ano, prosseguir com o diálogo que tem de ser feito na Concertação Social, com o aumento do salário mínimo e que haja um aumento com significado», revelou.

Apesar de admitir que que «houve sectores muito afectados» pela pandemia e que existem actualmente «muitos trabalhadores» a ganhar o salário mínimo, considera que «deve haver margem» para que esse valor aumente.

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