Para um Portugal Extraordinário

Opinião de Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group

Executive Digest
Janeiro 26, 2026
10:30

Em Novembro do ano passado escrevi nesta nota, e com rescaldo da Conferência realizada nesse mesmo mês, que Portugal, que nós, somos bons, mas que nos falta ser extraordinários! E volto a insistir. Realmente somos bons, mas podemos ser extraordinários. A questão é: o que nos falta? A reflexão ganhou nova força, durante e depois dessa conferência. Os exemplos apresentados, os testemunhos que foram escritos e o que foi debatido, mostra que temos todas as potencialidades para atingir esse objectivo.

Ao longo dos últimos anos, escrevemos, debatemos, insistimos, promovemos conferências, fóruns, entrevistas, onde enaltecemos, com dados e exemplos concretos, as qualidades que distinguem o nosso País. Portugal tem talento, tem capacidade de inovação, adaptação, flexibilidade e sectores que demonstram ambição, sofisticação e competitividade internacional. O tecido empresarial português prova diariamente que sabe criar valor, exportar, inovar e competir em mercados exigentes. Há visão estratégica, liderança, empreendedorismo e uma nova geração de empresas que pensa global desde o primeiro dia. O que nos falta, portanto, é escala de ambição, consistência de políticas e uma execução que acompanhe o potencial existente. Já demonstrámos que somos bons. Está na hora de assumir que temos todas as condições para sermos extraordinários.

E nós, aqui na Executive Digest, vamos insistindo, pelo que a próxima Conferência, já agendada para 15 de Abril de 2026, terá como tema “Que Caminhos para um Portugal Extraordinário”.

Claro que, e como se constatou nessa Conferência de Novembro passado, há barreiras e custos de contexto a derrubar. Não fazendo uma lista exaustiva, incidia a minha atenção num: a burocracia. Hoje, não há razão para que tenhamos de ultrapassar tanta burocracia, processos complexos e tempos ilimitados, para obter uma aprovação, uma autorização. Tudo tem de ser mais rápido e eficiente. E aí o Estado tem um papel fundamental, na desburocratização.

Que todos, sem excepção, possamos remar para o mesmo lado, pois todos temos a beneficiar.

Editorial publicado na revista Executive Digest nº 238 de Janeiro de 2026

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