Pagar 10 cêntimos por cortar um croissant? Medida em pastelaria gera revolta online

A história começou quando a própria cliente publicou a situação online, gerando uma onda de críticas e comentários sobre o que consideram uma prática injusta.

Pedro Gonçalves
Setembro 27, 2025
16:00

Um simples pedido tornou-se num caso de debate nacional e polémica nas redes sociais, quando uma cliente da Audrey Patisserie, em Oderzo, Itália, se viu confrontada com um custo extra de 10 cêntimos por pedir um croissant cortado ao meio. A história começou quando a própria cliente publicou a situação online, gerando uma onda de críticas e comentários sobre o que consideram uma prática injusta.

Segundo relata o portal Infobae, a cliente não questiona tanto o valor em si, mas os princípios por detrás da cobrança. “Não se trata do preço, mas de princípios”, escreveu. Entre os comentários partilhados nas redes sociais, surgiram críticas duras, como: “Deve odiar os clientes para cobrar 10 cêntimos para cortar um croissant”. A polémica espalhou-se rapidamente, provocando uma queda acentuada na avaliação da pastelaria no Google, que passou de 4,5 para 3,5 estrelas em poucos dias.

O proprietário da Audrey Patisserie, Massimiliano Viotto, respondeu às críticas em declarações ao Corriere Adriatico, defendendo a cobrança: “Não é um golpe. É uma escolha consciente que defendemos com orgulho e consciência”. Viotto explicou que os 10 cêntimos adicionais cobrem “o custo de um prato extra, um guardanapo adicional e o manuseamento necessário para cortar o croissant corretamente”, argumentando que se trata de uma forma de garantir qualidade no serviço.

Viotto acrescentou que esta prática é conhecida e que a informação está disponível para os clientes, embora não conste explicitamente na ementa: “Temos uma placa na caixa a informar sobre este extra”. Ainda assim, muitos clientes e utilizadores online manifestaram indignação, chamando os proprietários “parasitas” e “vermes” e sugerindo boicotes até ao encerramento do estabelecimento. O proprietário rebate, afirmando que muitos dos críticos nunca frequentaram a pastelaria.

Apesar da repercussão nas redes sociais, Viotto assegura que não houve uma quebra significativa nas vendas até ao momento. No entanto, admite que, a médio prazo, as novas avaliações no Google poderão ter impacto, sobretudo junto de turistas: “Temos consciência disso”, disse. Numa nota mais descontraída, acrescentou: “O café ao balcão da Audrey Patisserie custa menos 10 cêntimos porque não há serviço de mesa. Pode ser que façam uma reportagem sobre isso”.

Este caso levanta questões mais amplas sobre transparência nos serviços, comunicação com clientes e a sensibilidade dos consumidores face a custos adicionais, mesmo quando pequenos. Para além da discussão sobre preços, coloca em evidência o peso das redes sociais na reputação de negócios locais e como uma simples decisão de gestão pode transformar-se numa polémica de alcance internacional.

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