O ouro, considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, alcançou hoje novos máximos históricos, muito próximos de 5.600 dólares a onça, enquanto a prata também atingiu um novo recorde de 119 dólares.
Isto um dia depois de a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed, na sigla em inglês) anunciar que mantém as taxas de juro numa faixa entre 3,50% e 3,75%, e de aumentarem as tensões geopolíticas em relação ao Irão, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar o regime de Teerão com o envio de uma frota para o país.
De acordo com dados da agência de notícias financeiras Bloomberg, às 06:21 em Lisboa o metal precioso estava a subir 3%, atingindo uma cotação de 5.594,09 dólares (4.669,25 euros) por onça (31,1 gramas), o que representa um novo máximo.
Desta forma, o ouro ultrapassa os sucessivos recordes que marcou na quarta-feira e, nestas primeiras sessões de 2026, valoriza mais de 29%, o que representa um aumento de mais de mil dólares (835 euros), uma vez que fechou 2025 nos 4.319,37 dólares (3.606,48 euros).
Por sua vez, a prata também registou novos máximos às 00:39 de hoje – 119,4 dólares (99,7 euros) -, superando assim o recorde anterior, de 117,42 dólares (98,04 euros) a onça.
Manuel Pinto, analista da XTB Espanha, assinala que “a fraqueza das moedas, o crescimento da dívida, os cortes nas taxas, os estímulos fiscais e a incerteza política explicam as fortes valorizações do ouro e da prata”.
Pinto salienta que “apesar das subidas acumuladas, os fundamentos para prolongar a sua tendência ascendente [dos metais preciosos] permanecem intactos”.














