‘Operação Babel’: CEO do Grupo Fortera resigna com efeitos imediatos e de forma voluntária

Elad Dror foi um dos detidos presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto

Francisco Laranjeira

O Grupo Fortera reagiu, esta quarta-feira, às investigações da ‘Operação Babel’, que implicaram o presidente-executivo e fundador do Grupo Fortera, Elad Dror, um dos detidos já presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto. Em comunicado, o grupo sustentou que “as alegações e acusações que surgiram tomaram de surpresa o Grupo Fortera”.

“A empresa sempre pautou a sua atividade sustentada em valores como a transparência e a integridade, servindo até como modelo para outros seguirem. Acreditamos firmemente que as alegações se revelarão infundadas, pois nunca houve qualquer envolvimento do Grupo Fortera em quaisquer ações que pusessem em causa os seus investimentos no país”, sustentou o grupo, que indicou que Elad Dror vai “resignar com efeitos imediatos de forma voluntária”.



Na passada sexta-feira, Elad Dror precisou que “vai pagar o milhão de euros” que lhe foi aplicado como medida de coação para poder ficar em liberdade.

Na Operação Babel estão em causa crimes de recebimento ou oferta indevidos de vantagem, de corrupção ativa e passiva, de prevaricação e de abuso de poder, praticados por e sobre funcionário ou titular de cargo político.

Recorde que a PJ, em comunicado, salientou que o processo principal da ‘Operação Babel’ se centra “na viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanístico em favor de promotores associados a projetos de elevada densidade e magnitude, estando em causa interesses imobiliários na ordem dos 300 milhões de euros, mediante a oferta e aceitação de contrapartidas de cariz pecuniário”.

Em causa estão o projeto Skyline e o Centro de Congressos de Vila Nova de Gaia, entre outros, que o grupo garantiu que “foram iniciados e apoiados pela Câmara Municipal de Gaia, tendo-o declarado como um empreendimento emblemático para a cidade, demonstrando assim o empenho em prestar assistência proporcional ao elevado investimento exigível para a sua execução”.

“Queremos assim tornar claro que o envolvimento do Grupo Fortera no projeto Skyline deriva de um convite a si endereçado para construir um Centro de Congressos com capacidade para 2.500 pessoas. Em troca, foi concedida à empresa a capacidade de construção e respetivas isenções fiscais, sujeitas à aprovação pela Assembleia Municipal e sujeitas à discussão pública, tal como previsto na lei”, referiu, sublinhando que nos “últimos oito anos, dedicámo-nos incansavelmente a criar um impacto positivo em Portugal, particularmente na região Norte e em Vila Nova da Gaia, para onde captámos investimento significativo, beneficiando a economia local e criando centenas de postos de trabalho”.

Por último, o Grupo Fortera fez questão de “enfatizar a sua gratidão junto das instituições bancárias, os seus parceiros, os seus clientes e fornecedores, por terem declarado firmemente o seu apoio e confiança inabaláveis junto da administração da empresa, o que comprova as fortes relações construídas desde a sua fundação”, garantindo que “continuaremos a manter e a respeitar os nossos compromissos com a responsabilidade e a excelência que sempre nos pautaram desde o início da nossa atividade em Portugal”.

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/vice-presidente-da-camara-de-gaia-e-um-dos-7-detidos-pela-pj-operacao-babel-investiga-alegada-corrupcao-em-interesses-imobiliarios-de-300-milhoes-de-euros/

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/operacao-babel-sete-detidos-vao-ser-hoje-presentes-a-tribunal/

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